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sexta-feira, 20 de março de 2009

Explicações sobre a estátua de Sepé






















Esclarecimentos sobre a obra:
SEPÉ TIARAJU SÃO-LUIZENSE E MISSIONEIRO
O símbolo maior da resistência guarany, nasceu, segundo alguns historiadores, em São Luiz Gonzaga e era imprescindível utilizarmos essa informação em nosso benefício. 
Foi esse o motivo que me levou a confeccionar a estátua. 
Seu tamanho e dimensões 2 metros altura x 1,50 largura e 950 kg, foram elaborados para um pórtico, que na verdade nunca foi construido... 
Na falta do dito, e pela urgência da situação, solicitei a inauguração da obra no dia 19 de abril de 2006, dia do índio. 
Digo urgência, porque constatei que até aquela data, a figura de Sepé divulgada pela imprensa regional e estadual era a da escultura existente na cidade de Santo Angelo, chamada "Familia Guarany" bela obra do escultor Olindo Donadel. Precisávamos mostrar ao mundo que esse símbolo universal de resistência era São-luizense.
Hoje quando a mídia cita esse vulto, seguidamente focaliza a escultura existente em São Luiz. 
Um artista, como dizia meu saudoso amigo e escultor Valentim Barcelos, é um criador de símbolos. 
A estátua de Sepé é um símbolo de força e determinação, sendo mais uma das imagens que representam nosso povo. 

Explicações sobre a Cruz: 
Denominei esta obra de:"A cruz acima da lança!" 
A cruz cristã representa o sacrifício voluntário em prol de algo grandioso...
Ela é um símbolo universal e também representa a paz; coisa importante nos dias de hoje e importantíssima para o amanhã.
Nessa posição Sepé está postado tal qual uma barreira de carne e osso, com a Cruz acima da Lança, como a dizer que a paz era seu primeiro objetivo e a lança estava em segundo plano, porém firme... 
Sepé foi um símbolo de resistência, por isso todos nós o admiramos, representa a força daquele que aparentemente parece ser o mais fraco. 
Nas reduções era essa a cruz que usavam. Por estes motivos ela foi colocada na obra, para exaltar o apelo da paz.
Explicações sobre a confecção da obra: 
Esta obra foi confeccionada pelo preço de custo, de outra forma acho que ela não seria realizada...
Foi o caminho do meio, pois não pude cobrar o preço justo por saber que Turismo e Arte, não eram prioridades(concordo, porque saúde, educação e segurança devem vir primeiro) assim como não pude dar de presente para a população.
Desta maneira é que a obra foi realizada.
Aos poucos vamos compreendendo que estamos pisando sobre uma riqueza enorme chamada: história e cultura. 
Explorar isso de forma turisticamente correta, será uma de nossas melhores fontes de renda.

quarta-feira, 18 de março de 2009

3º Ano escola São Luiz










 


Recebi e agradeço a visita dos alunos do 3º ano da escola estadual São Luiz. Turma atenta e educada, muito bem coordenada pela profª Gislaine Folleto Moura
Na visita expliquei a importância do turismo como fonte de renda e sobre a Arte como profissão viável.
Tudo muda nesse mundo e vejo com admiração que os alunos de hoje, são mais maduros do que antes... 

Acredito que eles têm grandes chances de encontrar a vocação de vida rapidamente!
Torço por isso, pois a vida tem sentido fantástico quando descobrimos para que servimos

terça-feira, 17 de março de 2009

Estatuetas personalizadas







Importantes trabalhos.
Lástima não ter foto da estatueta entregue em 2007 a Gisele Bundchen, através da sua mãe Vânia Bundchen(que segundo testemunha, emocionou-se ao receber). 
Fiz a estatueta em versão índia guerreira.
Solicitei foto e aguardo com paciência...

quinta-feira, 12 de março de 2009

A Força dos Monumentos















 



A Humanidade e seus Monumentos

A história da humanidade é contada por seus monumentos.
Os monumentos podem ser a simbolização de um ideal, de motivo comemorativo ou homenagem a vultos que marcaram sua época; além de representarem a cultura de seu povo, são referência turística para uma cidade.
Muitas pesquisas confirmam o fascínio que os monumentos produzem, atraindo cada vez mais visitantes para vê-los.
Geralmente são compostos por: uma escultura central, por um pedestal e adornos.
Poucas são as cidades que fazem parte deste seleto grupo.



O valor comparativo dos monumentos

Toda forma de turismo é benéfica. 

Algumas são momentâneas, outras duradouras.
O turismo momentâneo ou chamado turismo de eventos é muito bem representado pelos mega shows musicais, comum em feiras e exposições. Possui grande abrangência, mas de curta duração, normalmente duas horas.
Nunca é demais ressaltar, de que, geralmente o valor de um mega show (mediano), de poucas horas, cobriria tranquilamente a confecção de no mínimo dois monumentos de grandes proporções.
 

Por serem símbolos representativos de seu povo, de sua localidade, os monumentos proporcionam um turismo crescente.
Inúmeras pesquisas comprovam a força turística que eles têm.
Os monumentos são indicados para as cidades que optaram investir em um turismo duradouro.

domingo, 1 de março de 2009

Quanto custa um monumento??


Ao contrário do turismo de eventos, como os Megashows dos grandes cantores nacionais e internacionais, que divulgam uma cidade mas de forma curta e a um preço que dependendo do caso merece ser questionado, os monumentos são formas eternas de turismo, arte e cultura.
Claro que muito dos shows são pagos por si só, pela própria bilheteria e eu gosto de ir; mas para compararmos: um show nacional razoável, de 2 horas de duração pagaria a construção de no mínimo 3 estátuas de concreto de seis metros de altura...
A história da humanidade é contada por seus monumentos. 

Poucas são as cidades que fazem parte deste seleto grupo.
Um monumento pode ser a simbolização de um ideal, de motivo comemorativo ou homenagem a vultos que marcaram sua época; além de representarem a cultura de seu povo, são referência turística para uma cidade.
Muitas pesquisas confirmam o fascínio que os monumentos produzem, atraindo cada vez mais visitantes para vê-los.
Geralmente um monumento é composto por: uma escultura central, por um pedestal e adornos.
Deixo aqui meus parabéns a todas as cidades que investem no turismo permanente e crescente dos monumentos.

Abaixo faço uma comparação do valor dos monumentos para que todos tenham uma noção do quanto é acessível realizar uma grande obra.
O valor por metro é para melhor compreensão pois não há tabelas nas obras de arte. 
Cada obra tem suas particularidades e dificuldades.
Quanto maior a obra mais caro ficará seu preço por "metro".
Veja pelos exemplos abaixo:




 










Monumento Nossa Senhora do Caravaggio em Farroupilha-RS
Com 7(sete) metros de altura feito em resina.
Valor:R$ 179.000 -valor simbólico por metro R$ 25.571,42
Escultor: Ronaldo Chiaradia
Verba: emenda deputado federal.
Fonte Jornal Zero-Hora.
Confira: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2008/08/nossa-senhora-de-caravaggio-ganha-plastica-em-farroupilha-2119275.html


Monumento a São Pedro-Em São Pedro do Butiá-RS
Com 30(trinta) metros de altura feito em concreto armado.
Valor: R$300.000,00 -valor simbólico por metro: R$ 10.000,00
Escultor: Miguel Arcanjo Dapper.
Verba: final de R$ 2.700.000,00 oriundas do governo federal, municipal e governo Alemanha- Para confecção de todo o Complexo Germânico(praça, casa alemã típica, outros).
Fonte Jornal Zero-Hora.
Confira: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2008/12/construcao-de-monumento-gera-polemica-em-sao-pedro-do-butia-2325736.html




Monumento Jayme Caetano Braun- em São Luiz Gonzaga -RS
Com 6 (seis)metros de altura, feito em concreto armado reforçado.
Valor:R$ 30.000,00 -valor simbólico por metro: R$ 5.000,00
Escultor: Vinícius Ribeiro.
Verba: exclusivamente vindas, voluntariamente, dos admiradores do poeta.
Fonte: este mesmo blog.




Detalhes desconhecidos de uma obra

































Esclarecimento aos patrocinadores, colaboradores e amigos em geral.
Peço que não vejam essas explicações como desabafo, mas sim como extremamente necessárias.

O desafio de fazer uma obra grande não está apenas na sua complexidade estrutural, mas principalmente em calcular seus custos.
Quando apresentei o projeto referente à construção do monumento em homenagem ao poeta Jayme Caetano Braun(de seis metros de altura em concreto armado), calculei os valores de acordo com o que já tinha realizado de obras com dois metros de altura. 

Simplesmente calculei três vezes mais; ledo engano, pois uma obra de dois metros possui uma estrutura simplificada perto de um monumento de seis metros, que apresenta estrutura reforçada devido ao seu futuro translado com guindaste(do local onde estou construindo até o local de destino).
As obras tiveram início graças ao show realizado pelos nossos músicos missioneiros e que doaram o valor do cachê; até então a única renda que tínhamos em caixa era o valor de R$30,00(trinta reais), vindos do 1º colaborador Sr. Sávio Moura

Com o auxílio de R$5.000,00 do show, comprei equipamentos que até a data não usava, foram maquinários e ferramentas indispensáveis e que não possuía até então, tais como: betoneira, máquina para corte de concreto, máquina para esmerilhar concreto, furadeira de impacto, ferramentas e acessórios gerais.
Devido à necessidade de uma estrutura mais reforçada, não poupei material na obra, a quantidade de ferros utilizada foi o dobro sugerida pelos engenheiros que voluntariamente me assessoraram. 

Nas pernas da escultura, ao invés de seis, coloquei treze barras de ferro de construção de meia polegada em cada perna(tudo com orientação dos engenheiros); a quantidade de cimento que uso é três vezes superior ao concreto comum(sob orientação do fabricante).
Como despesa adicional que não havia sido calculada, até o presente momento, já comprei trinta discos de corte de concreto, ao valor de quase R$15,00 cada. Já utilizei quase 300 metros de tela de viveiro de R$6,00 cada metro.


O projeto inicial, apesar de eu doar meu valor artístico, contemplava uma ajuda de custo 
de um salário mínimo para os auxiliares(meu irmão Cássius e meu cunhado Clênio). Mas isso nunca ocorreu, o máximo pago a eles foi de R$250,00 para cada um durante dez meses, após isso deixei de pedir ajuda, sigo sozinho, pois não poderia garantir o pagamento deles sem comprometer o restante necessário para a conclusão da obra. 
Sei muito bem que por amizade eles continuariam(pois foi por isso que entraram), mas seria exploração da minha parte aceitar... 

O restante para a conclusão da obra que falo é referente aos acabamentos e principalmente à confecção das placas de aço: com histórico do homenageado, informações sobre nosso município e agradecimento aos patrocinadores. 


Hoje o que temos em caixa é a quantia de R$ 850,00.

Uma quantidade razoável de patrocinadores e colaboradores participaram dessa campanha com produtos ao invés de dinheiro propriamente dito. Foram ajudas importantes vindas em forma de material, como areia, ferro, cimento, telas e vales em supermercados. Isso demonstra a compreensão das pessoas em relação ao benefício que essa homenagem trará ao nosso turismo artístico e cultural e de que cada um ajuda como pode.


Preciso esclarecer sobre a doação que fiz do valor artístico da obra:

A princípio seria essa maneira: retiraria um salário mínimo mensal das doações para meu sustento. Esse seria o meu limite de ajuda!

Seria semelhante a um músico que se apresentasse aos turistas toda tarde, ganhando uma ajuda de custo de um salário mínimo por mês.
Ou um médico atendendo os pacientes, pelo período da tarde, recebendo uma ajuda de custo de um salário mínimo.

Porém isso não está sendo possível. 
No "papel" é uma coisa na "prática" é outra...

Para me manter financeiramente continuo realizando meus trabalhos:estatuetas, troféus e outros...

Faço essas explicações jamais como reclamação(longe disso) mas sim por questões de transparência. E também para esclarecer o por quê na demora do término do monumento!

Sei que a minha recompensa não será financeira e sim em forma de divulgação.

Acredito no turismo histórico, artístico e cultural como a nossa melhor alternativa.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Homenagem de Eduardo Alves da Costa ao grande poeta Maiakóvski




 



NO CAMINHO COM MAIAKÓVSKI

Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.

Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na Segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.

Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne a aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.

Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.

E por temor eu me calo,
por temor aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!


Eduardo Alves da Costa

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A CASA DE PEDRAS e suas histórias.






 



                            Dando sequência na nossa visita a mística Timbaúva, após almoçarmos como reis, fomos visitar a fazenda Casa de Pedras de propriedade do sr. Renato Antunes, vizinho do Markito Moraes.
Essa mesma casa, serviu de capa para o livro:"Pioneiros de Bossoroca" do autor, sr. Ilvo Jorge Bertin Fialho, que conta a história da fazenda e de todas as famílias que formaram a Timbaúva e a Bossoroca; vale a pena ler, é um trabalho fenomenal de pesquisa, o autor entrevistou tudo quanto era tronco velho(pessoas mais velhas) da região, resgatando a história oral daquele povo.
Nos conta o autor em seu livro, de que a casa de pedras foi construida no ano de 1830 e serviu de quartel general aos farroupilhas que estiveram por aquelas bandas; bem antes da casa ser construida(1828), o filho do primeiro proprietário, sr.João Manoel Xavier Pedroso, foi assassinado pelos homens de Frutuoso Rivera, general e caudilho uruguayo(que estavam saqueando a região missioneira), foi estrangulado com sua própria toalha e depois enterrado por familiares naquele cerco de pedra que aparece em frente da casa(veja capa do livro). O cerco de pedras conta um pouco da história daquele local.
Na fazenda, fomos excelentemente recebidos pelo sr. Renato, seu genro e sua filha Tânia. 

Nos mostraram a casa,seus aposentos, o poço feito na laje de pedra(não sei como conseguiram cavar naquele lajedo), sua mangueiras de pedras com as paredes incrivelmentes niveladas, parecendo serem plainadas por uma grande máquina.
Dizia sr. Renato, que quando moço, não era pra qualquer jinete montar na cavalhada dentro da mangueira, qualquer descuido o tombo era certo. O chão é de pura pedra(veja as fotos). Dizia que saltavam faiscas dos cascos em contato com o piso de pedra.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Deu no New York Times






Acabo de receber o exemplar diário do meu jornal, New York Times, e constato para minha surpresa e alegria, que a notícia sobre a nossa reunião na Timbaúva, já corre mundo.
É o que dá viver num mundo interligado.

Obs: O texto está em Português por que tenho um amigo que trabalha na redação e me fez essa gentileza de publica-lo assim, a meu pedido.

CARTA DA TIMBAÚVA































Enquanto muitos dançavam ao som da Timbalada, nós do Atelier de Artes Los Libres, neste carnaval íamos em direção da Timbaúva, ouvir seus sons... Fomos participar do 1º Encontro de artistas das Missões na Timbaúva, na fazenda do amigo Markito Moraes, escultor, desenhista e apresentador de teatro de fantoches.
Há algo de místico na Timbaúva, dá para compreender por que os pais de Jayme Caetano Braun, mesmo residindo na esquina da Praça Cícero Cavalheiro na cidade de São Luiz Gonzaga, foram realizar o parto dele na Timbaúva; não era apenas por causa da parteira, dona Antônia(na qual depositavam muita confiança) ou por que estavam eles no período de férias do magistério, mas sim porque sentiram o chamado da lendária Timbaúva, para que lá viesse ao mundo aquele que seria o seu maior payador.
Há muito o que dizer sobre aqueles campos finos, que nem maçega não tem, como dizia Noel Guarany.
A hospitalidade daquele povo, fantasticamente representado pelo Markito, sua esposa e filhos, é algo marcante.
Fomos debater sobre a nossa Arte, sobre nossa história e de como mostrarmos isso ao mundo.
Redigimos a carta intitulada: "Carta da Timbaúva". Nela estão nossas metas para desenvolvermos a Arte na nossa região.
Após debatermos, fomos enfrentar a difícil missão de desmanchar uma ovelha, majestosamente assada(sem pressa) pelo Markito. 

Nesses momentos é que ficamos "refletindo" sobre a importância de uma vida mais vegetariana...Nem "toquei" na carne...
Acima estão fotos do grupo composto por: Da esq. para a direita: Markito Moraes(escultor e desenhista), Ricardo Bernardo(acadêmico de História), Irineu Queiroz(vereador de Getúlio Vargas), Sávio Moura(desenhista e cartunista), Paulo Urach(apresentador programa Missões-Rio Grande-Brasil), Cássius Ribeiro(escultor), Vanessa Escobar(pintora), Vinícius Ribeiro(escultor), Anderson Schmidt(professor de história e historiador), Orci Machado(poeta e payador). Sentados:Denise Moraes, esposa do Markito, Priscila Urach(repórter e apresentadora programa rádio), Iria Maria Jung(pintora e professora de artes), Arno Schleder(pintor e desenhista).
Nas outras fotos, fiz uns wallpapers campeiros para os interessados, com imagens da fazenda.
Obs: Na foto onde aparecem aquelas inocentes criaturinhas, chamadas guardiões da fazenda do Markito, não se iludam, pois são armas químicas poderosas:Peidorreiros produtores de butano concentrado!

Tivemos que apressar a reunião e proibir qualquer fumante de entrar no galpão. Suportávamos com muito bom humor, pois nós é que éramos os invasores.
Mas quem imaginaria que aqueles bichinhos tivessem tanta potência.
Estavam, como se diz popularmente: "Com todo o gás".

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Programa Missões-Rio Grande-Brasil















 


Nós do Atelier de Artes Los Libres, participamos, ontem, dia 21 de fevereiro de 2009, do programa: "Missões, Rio Grande, Brasil" na cidade de Bossoroca, via rádio São Luiz.
Programa muito bem apresentado por Paulo Urach e sua filha Priscila Urach, no galpão situado nos fundos de sua casa.

Realizado todos os sábados, há mais de 22 anos. 
São entrevistas, notícias e entretenimento.
Um dos atrativos do programa, além das incríveis histórias de abduções e arrancadas sozinhas de seu Chevette(que já foi tema de um livro seu e que ele jura ser tudo verdade...), há a presença do galo despertador Outobrino, figura importantíssima no programa, pois canta a toda hora. 
As vezes, como ocorreu ontem, acontece da esposa dele a Decembrina, discutir com ele lá de fora do galpão(coisas da rotina do casal) e ele começa a retrucar atrapalhando todo o programa, sendo convidado a sair(expulso) e vai lá pro pátio terminar de "discutir a relação". 
Após a entrevista, nos dirigimos para a fazenda do nosso amigo Markito Moraes onde participamos de uma reunião sobre arte, história e turismo intitulada:"Carta da Timbaúva". 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

30 de Maio de 2009!!! Agora é oficial!










A Comissão Organizadora da construção da estátua em homenagem ao poeta e payador Jayme Caetano Braun, reuniu-se, pela parte da manhã de hoje dia 10 de Fevereiro de 2009, no gabinete do prefeito Vicente Diel, na oportunidade representado pelo prefeito em exercício sr. Mário Meira, para oficializar a data de inauguração do monumento.
A data escolhida pela comissão foi a de 30 de Maio de 2009, sábado a partir das 14hs. 
A data foi selecionada por dois motivos: 
1º) Abrilhantar as festividades comemorativas a Semana do nosso Município, que se realizará nas datas de 27 de Maio a 03 de Junho do corrente ano; e 
2º) Para que seja possível a construção e a secagem da base ou pedestal, que ficou,voluntariamente, sob responsábilidade da Prefeitura de São Luiz Gonzaga, onde será fixada a estátua.
A comissão é composta pelas seguintes entidades: 
Casa do Poeta-SLG, Jornal A Notícia, CTG Galpão de Estância, Prefeitura de São Luiz Gonzaga e Atelier de Artes Los Libres.
Na foto acima(tirada pela reporter Pâmela Moraes da rádio Missioneira-SLG), numeradas tal qual em time de futebol, as seguintes pessoas:
1)arq.Maurício Caíno -sec. de planejamento
2)Jornalista José Grisólia Filho-Jornal A Notícia
3)Vânia Maria Coimbra-Casa do Poeta-SLG
4)Ivo José Bieger-CTG Galpão de Estância
5)Vereador Sidney Brondani-um dos patrocinadores do monumento
6)Vereador José Caetano Braga- parente do homenageado
7)Shirley Ferrari-CTG Galpão de Estância
8)Prefeito em exercício, sr. Mário Meira
9)Vinícius Ribeiro- Atelier de Artes Los Libres
10)Ruceli Teixeira-CTG Galpão de Estância
11)Arno Schleder- Atelier de Artes Los Libres


Marque na sua agenda essa data: 30 de Maio de 2009, sábado a partir das 14hs e venha para as Missões, venha para São Luiz Gonzaga visitar-nos!
Estaremos esperando sua presença!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A Cruz acima da Lança! Homenagem aos 253 anos de morte de Sepé!


























Sepé Tiarajú
O símbolo maior da resistência jesuítico-guarany!
A 253 anos atrás, nas margens da sanga da Bica, afluente do rio Vacacaí, nos campos da antiga localidade chamada Batovi(hoje município de São Gabriel, RS),morria Sepé.
Nascido na velha e lendária São Luiz Gonzaga, filho do cacique Tiarajú; órfão aos dez anos(seus pais morreram de escarlatina) foi levado para São Miguel pelo padre Miguel de Souto e especialmente educado(cumprindo fielmente a promessa que o padre fizera aos pais de Sepé, no leito de morte).
Homem feito, tornou-se guerreiro pela necessidade de defender seu lar e morreu tentando combater o famigerado e obscuro Tratado de Madri
Há muita coisa medonha nesse tétrico tratado...
Dia chegará a que, nossos tenazes historiadores, cavando tipo arqueólogos determinados, encontrarão as raízes desse tratado... 
E com surpresa verão que por detrás das “mãozinhas“ dos soberanos, estavam dedos com anéis sagrados(leia o poema acima junto da foto).
Nessas situações onde o homem se faz guerreiro para defender seu lar, ficam marcas profundas... 
As marcas daquele gesto ficaram vibrando até os nossos dias.
Hoje quem caminha pelo chão das Missões, mesmo sem ser sensitivo, sente essa energia latente na alma da nossa gente.
Visite São Luiz Gonzaga! Conheça as Missões!

As fotos acima são referentes a estátua existente no trevo de São Luiz Gonzaga.
Inaugurada em 19 de abril de 2006, nos 250 anos de sua morte .

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Dia do Payador






















Em 30 de Janeiro de 1924, nascia na mística Timbaúva, antigo distrito de São Luiz Gonzaga, hoje parte de Bossoroca, o mestre do verso de improviso(Payada ou pajada).
Estaria completando seus 85 anos... 
O poeta morreu em 08 de Julho de 1999 aos 75 anos.
Poderia, tranquilamente, estar entre nós.
Coisas da vida...
Quer saber mais sobre a biografia de Jayme Caetano Braun
http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com.br/2008/05/breve-histrico-de-jayme-caetano-braun.html
Vale a pena ler.

Nas fotos acima: Matéria publicada hoje no jornal Zero-Hora de Porto Alegre, feita pela competente e simpatica jornalista Silvana Castro.
Mais acima a planta arquitetônica da praça onde será construida a base do monumento.Criação voluntária do arquiteto Maurício Caíno
Nela há a possibilidade de visualizar as iniciais do nome do homenageado:JCB, criativamente formado pelo trajeto do passeio.
A data da inauguração, será sem sombra de dúvida na semana do município de São Luiz Gonzaga: 1ª semana de Junho. 
Compreensível, pois para ser construida a base, serão necessários no mínimo trinta dias de trabalhos, mais cinquenta para a secagem completa.
Calculo(e rezo) que lá pelo mês de abril, estejamos colocando a estátua no seu merecido lugar.
Logo começaremos a divulgar a data e o horário corretos da inauguração. Serão divulgados no mínimo com tres meses de antecedencia, para os que moram distante de São Luiz possam vir na inauguração.

Obs:O dia do payador é lei estadual de nº11.676 criação do então Deputado João Luiz Vargas e aprovada por unanimidade pela Câmara Estadual e como não poderia ser de outra forma, sancionada pelo executivo da época. Foi publicada no Diário Oficial, dia 16 de outubro de 2001.

Data:30 de Janeiro de 2009.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Colocação da aba de ferro

















A aba do chapéu da estátua foi feita em chapa grossa e dupla de ferro, com reforço entre elas; evitando assim que em fortes ventanias a aba levante e o Jayme fique com chapéu modelo de cangaceiro ou o famoso: chapéu tapeado de beijar santo em parede...
Meu próximo passo após soldar as ferragens na cabeça é começar a fazer a copa do chapéu em concreto.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Na aba do meu chapéu!


















Nas fotos acima, Cláudio Felter, proprietário da Serralheria Silveira, soldando a aba de aço do chapéu da estátua. 
Nessa empreitada pedi auxílio pra quem entende do carteado.
O Cláudio compreendendo a importância da obra, juntou-se a nós nessa corrente de amigos e admiradores do poeta e cedeu sua mão de obra especializada. 
Apenas dessa forma, onde pessoas se unem, é que está sendo possível realizarmos uma obra dessa envergadura com um apoio financeiro restrito. 
A aba tem 1,20 de diâmetro, é dupla e têm reforço de ferro interno, pesa no mínimo 20 kg.
Achei melhor fazer de chapa de ferro, pois de concreto seria muito fino devido a espessura permitida de no máximo 1,5 cm.
A copa do chapéu será de concreto.
Data: 14 de Janeiro de 2009.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O Galo Missioneiro




















Visitando a estátua, recebi hoje, 12 de janeiro de 2009, mais uma vez, a visita de um dos nossos patrocinadores do Monumento em homenagem ao grande Jayme Caetano Braun, trata-se do sr. Olívio Dutra, prefeito de Porto Alegre, Governador do estado do RS e Ministro das Cidades; algumas das funções já ocupadas por esse São-luizense ao qual tenho grande estima. Nascido na Bossoroca, quando esta fazia parte de São Luiz e morando em Porto Alegre desde 1972.
De férias pela cidade, veio participar, como todos os anos, do 5º Encontro Internacional dos Chamameceros, festa máxima do estilo chamamé. 
Sua mãe,Dona Amélia, vizinha minha de poucas quadras de distância, continua na mesma casa simples de sempre, recepcionando a todos com muita fidalguia.
Na oportunidade, mostrei os favos(enfeites laterais) da bombacha recentemente feitos na escultura. 


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

"O grande mestre dos monumentos"

Yevgeny Vuchetich- "O artista do povo soviético!" e sua obra prima: Motherland.

Obs.: Para ver as fotos em tamanho maior, clicar com lado direito do mouse e abrir em nova aba!













Yevgeny Viktorovich Vuchetich, nascido em 28 de Dezembro de 1908 em Yekaterynoslav (hoje Dnipropetovsk-Ucrânia).
Iniciou sua trajetória no mundo da escultura, aos dezoito anos, na escola de arte da cidade de Rostov(de 1926 até 1930). 

Em seguida, continuou seus estudos na academia das Belas-artes de Leningrado(1931 até 1933).
Uma de suas primeiras obras foi um busto em bronze retratando o lendário herói russo Ivan Poddubnogo (não confundir com Ivan o terrível).
No período anterior a 2ª guerra mundial, suas esculturas e seus desenhos já demonstravam forte criatividade, dando uma prévia que seria seu trabalho. Não por acaso foi considerado como um dos pais do estilo: realismo soviético.
Durante a 2ª guerra, participou ativamente de uma milícia popular, que lutou contra os invasores nazistas. O combate brutal ao qual vivenciou e o convívio com seus companheiros de front, dividindo dificuldades, repartindo misérias, moldaram fortemente sua visão artística. Os temas militares, que exaltam a superação de seu povo diante ao invasor, são frutos dessa sua experiência da guerra.
Após o término da guerra, inicia uma série de trabalhos, sob encomenda, retratando os vultos heroicos de seu povo. São: bustos, estátuas e estátuas eqüestres.
Em 1946 a 1949 realiza o Memorial em homenagem as vítimas russas, em Berlim (antiga Berlim oriental, na época comandada pelos soviéticos). Que consistia numa escultura bronze de 12 metros de altura, que representa um soldado soviético com uma criança no colo(simbolizando aqui, a população inocente alemã ludibriada pelo nazismo), na sua mão direita uma espada que demonstra ter quebrado uma enorme suástica aos seus pés, libertando dessa forma o povo alemão da tirania imposta.
O escultor baseou-se na história real do soldado soviético: Nikolai Masalov que em meio à batalha de Berlim encontrou uma criança sozinha (vários outros soldados também recolheram crianças).
Suas obras são um misto de força e superação e colaboraram para consolidar o sistema socialista soviético.
Sem dúvidas, sua obra prima é o famoso complexo de memoriais chamado: MAMAYEV HILL, o túmulo da colina, as margens do rio Volga, na cidade de Volgrado(antiga Stalingrado) na Rússia.

Nessa obra Vuchetich coordenou todos os trabalhos, chefiando um grupo de escultores, engenheiros, arquitetos, militares e de vários auxiliares. Trata-se de um conjunto de grandes esculturas, murais e várias esculturas “menores” (sendo as menores com seis metros de altura). 
Esse gigantesco memorial serviu para prestar homenagem a população de Stalingrado e de certa forma a todo povo russo, pelo sofrimento recebido nos 200 dias pelo qual a cidade passou nas mãos dos nazistas durante a segunda guerra mundial. A cidade bravamente resistiu ao cerco, devido à força de seus filhos.
O cerco a Stalingrado foi semelhante ao de Leningrado, pela brutalidade imposta, as baixas gigantescas e a resistência duríssima.  
A escultura principal leva o nome de Motherland “A pátria mãe!”; é a mãe pátria convocando seus filhos para resistirem. 
Representa a figura da Deusa grega da vitória Nike, numa versão mais moderna. Nela, vê-se a figura feminina convidando aos seus filhos para resistirem frente aos invasores nazistas e avançarem contra eles. A estátua gigantesca, tem 52 metros de altura dos pés a cabeça e pesa 7.900 toneladas(quase oito “mil” toneladas, não confundir com oito toneladas). Dos pés até a ponta da espada são 85 metros. A espada pesa 14 toneladas, mede 33 metros e foi feita em aço inox( foi vazada na parte superior para solucionar o problema da passagem de ar). Toda a estátua é feita em concreto armado(com estrutura de ferro super resistente), nos braços foi adicionado vários cabos de aço(concreto protendido) sendo uma novidade para a época... 
Mais adiante veremos com detalhes esse complexo memorial chamado o “túmulo da colina” Mamayev Hill ou Kurgan(túmulo em russo).
Outra grande obra de Yvgeny Vuchetich é a estátua principal do Museu da guerra, na cidade de Kiev, capital da Ucrânia

Trata-se de uma enorme estátua de 62 metros de altura, pesando 530 toneladas, toda feita em titânio. 
Possui em sua mão direita uma espada de 16 metros de comprimento e pesando 9 toneladas. Na sua mão esquerda, segura um escudo de 13 metros, contendo o brasão de armas soviético. A estátua compõe com todo museu, uma homenagem ao povo Ucraniano que lutou em defesa de sua terra na segunda guerra mundial.
Outra também fantástica obra do mestre Vuchetich  é a belíssima estátua em bronze existente no jardim das Nações Unidas (ONU); que apresenta a figura forte e decisiva de um homem transformando, na forja, uma espada em arado; como um apelo do escultor de pedir Paz ao mundo.
Muitas outras obras poderiam ser comentadas aqui, mas dei ênfase as principais para mostrar um pouco da qualidade escultural do povo russo.
Deixo aqui meu eterno agradecimento a esse gênio da escultura dos monumentos que foi
Yevgeny Viktorovich Vuchetich.

Abaixo um vídeo russo com imagens do monumento e sua complexa estrutura.



Mais adiante postarei outras informações sobre os monumentos russos.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

As orígens poéticas do Poeta-Família Ramos Caetano














Na foto acima a família Ramos Caetano reunida na fazenda dos avós maternos de Jayme Caetano Braun: sr. Aníbal Caetano e D. Florinda Ramos Caetano
Nesse ambiente ele cresceu e aprendeu a fazer seus primeiros versos. Ele pensava em forma de versos!
A família tinha por costume recitarem versos, como forma de entretenimento; todos sabiam fazê-lo e Jayme, aos poucos, foi se destacando dos demais devido a algo importantíssimo: Ele gostava de fazer versos!
Gosto de salientar a importância dos exemplos familiares na formação das crianças, a vida de Jayme é prova disso.
Na foto ele está no colo de seu pai( ao lado direito da foto) e duas de suas irmãs também estão na foto: uma sentada no chão, aos pés de sua avó e a outra no colo de seu avô.
É possível ver com bastante clareza que a mãe de Jayme, D. Euclides, nada tem de "chirua bugra" como teimosamente tentam dizer alguns equivocados.
Obs: O sétimo, atrás e em pé, da esquerda para a direita: Anajande Ramos Ribeiro é o meu avô.


Em tempo: Para entender melhor a força dos belos exemplos familiares e a influência que eles causam nas crianças, favor ler a biografia que fiz de Jayme Caetano Braun, clicando aqui:http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com.br/2008/05/breve-histrico-de-jayme-caetano-braun.html

Laurindo Ramos-Um dos inspiradores de Jayme Caetano Braun




















Laurindo Rodrigues Silveira Ramos, político, poeta e coronel revolucionário(revoluções de 1893 e 1923 e 24), chimango defensor dos ideais republicanos.
Nasceu em 19 de julho de 1870.

Laurindo Ramos
foto cortesia Gelsa Ramos Morais





Pai do Tribuno do Alegrete: Ruy Ramos( deputado federal). 
Tio-avô de Jayme Caetano Braun, irmão da avó materna do Jayme, dona Florinda Amaral Ramos
O primeiro da família a publicar livro! 
Um dos troncos da família Ramos; onde minha família também está incluída.
Nesta oportunidade, na tentativa de mostrar as origens poéticas de Jayme, cito dois poemas seus, do livro:" Trovas Gaúchas" publicado pela Livraria do Globo(Porto Alegre-RS) em 1926 e um dos seu últimos poemas "Quanto tenho visto no decorrer dos meus 63 anos" feito em Alegrete no dia 19 de julho de 1933. Uma qualidade de versos que demonstra o nível cultural que a família apresentava e ao qual Jayme conviveu desce cedo.






















Laurindo foi o segundo filho do casal: João da Silveira Ramos e Victória Rodrigues do Amaral Ramos. Teve os seguintes irmãos: Liberato, Fernando, Manoel Barroso, Manoel Ozório, João Manoel, Florinda(avó materna do Jayme Caetano Braun), Brandina, Antônia, Florisbela(minha bisavó paterna) e Carolina.
Nasceu em 19 de julho de 1870; atuou na Revolução federalista de 1893, serviu como alferes, sob comando do Cel. Júlio Pereira de Brum, na 4ª Brigada comandada pelo general Salvador Pinheiro Machado(irmão do senador Pinheiro Machado), depois foi ajudante da 6ª Brigada comandada por Cel. José Adolpho Pithan(que posteriormente em 1896 foi intendente de SLG) foi promovido a tenente e foi ajudante do Gal. Manoel do Nascimento Vargas(pai do Getúlio Vargas) que comandava tropa que fazia parte da Divisão do Norte comandada pelo próprio senador Pinheiro Machado.
Na revolução de 1923 foi Major Fiscal do 5º Corpo da Brigada Oeste, comandado por Ten. Cel. Oswaldo Aranha, que fazia parte da 6ª Brigada comandada por Flores da Cunha.
   
Irmãos Ramos Ribeiro, sobrinhos de Laurindo Ramos que participaram ativamente em várias campanhas ao lado do tio. Tanto em 1923, como em 1924 e alguns em 1930.

      Meu avô, Anajande Ramos Ribeiro, era seu sobrinho de Laurindo Ramos e serviu no seu piquete em 23, juntamente com seus outros quatro irmãos: João Manoel, Ordonez, Lacy e Modesto Ribeiro.
Em 1924, Laurindo Ramos, comandado novamente por Oswaldo Aranha, fez parte da defesa do Itaqui, diante ao movimento de rebelião tenentista(na feita liderados por Aníbal Benévolo e Siqueira Campos). Oswaldo Aranha comandou  o 22º Corpo Auxiliar(batalhões de civis organizados por chefes políticos locais em favor do gov. estado RS)  organizado no Alegrete, inclusive, antes da defesa do Itaqui,  haviam barrado também o levante tenentista no Alegrete(onde Laurindo Ramos e sobrinhos atuaram também)
Movimento tenentista esse, que a partir da saída de São Luiz Gonzaga(final de dezembro de 1924) passou a ser reconhecido como a Coluna Prestes, liderada por Luiz Carlos Prestes(a maior marcha da história da humanidade). 
Essa parte do estado do RS estava fervendo desde 1923 com a revolução civil de chimangos x maragatos e novamente em 1924 reacendem novos conflitos, com interesses diferentes. 
E o mais interessantes é que a maioria desses combatentes adversários, lutaram juntos poucos anos mais tarde, em 1930, apoiando Getúlio Vargas na tomada do poder. Coisas do Rio Grande...
Já em 1930, Laurindo Ramos fez parte ativa, do princípio ao fim, no movimento rebelde que levou Getúlio Vargas ao poder. Inclusive seu filho Arão Souza Ramos morreu no Rio de Janeiro nesse movimento.
Laurindo Ramos, foi casado primeiramente com Lisbela de Souza Ramos (filha do capitão Arão Alves de Souza e Joaquina Alves de Souza) e teve com ela dois filhos: Garibaldino Souza Silveira Ramos(nascido em 1896) e  Arão Souza Ramos.



Arão de Souza Ramos(filho de Laurindo do primeiro casamento) em 1930.
Arão acompanhou as tropas de Getúlio Vargas na tomada do poder no RJ.
Foi dado como desaparecido e morto entre 1930 e 1932.
foto cortesia do seu neto Áureo Ramos



Depois teve seu segundo casamento, com Ecilda Victorino Ramos, com a qual teve três filhos: Danton Victorino Ramos, Judith Victorino Ramos e Ruy Victorino Ramos.


Laurindo e seu filho Ruy Ramos(o grande Tribuno do RS)



Ruy Ramos, outro filho de Laurindo, no movimento
da tomada ao poder de Getúlio Vargas.
Foto retirada do livro Perfis Parlamentares 40
(Câmara dos Deputados)






Ruy e Danton Ramos, dois filhos
2º casamento Laurindo Ramos

Outra de Ruy e Danton.


dep. federal Ruy Ramos(filho de Laurindo) Chefe da Delegação Brasileira
na 7ª Sessão Conferência da FAO(Organização das Nações Unidas para
alimentação e agricultura) Roma-Itália-1954


Ruy Ramos(filho de Laurindo) e presidente Juscelino Kubitschek ao qual tinha profundos laços de amizade.





  
Laurindo Ramos(direita) juntamente com General Andrade Neves
(bisneto do Barão do Triunfo) chefe do estado maior exército
e ministro supremo tribunal militar no período de Getúlio Vargas.
Foto cortesia Rogério Arão Ramos .



Poeta Laurindo em seus momentos de leitura...
Foto cortesia família  Arão de Souza  Ramos 


Laurindo faleceu em 1937.
Laurindo do Amaral Silveira Ramos, é definido  como "Gaúcho, caudilho e poeta!"


Cel. José Adolpho Hockmuller Pitthan
um dos comandante de Laurindo Ramos na revolução de 1893


General Manoel do Nascimento Vargas
pai do Getúlio Vargas e um dos comandantes de Laurindo
na revolução de 1923



Ten. Cel. Oswaldo Euclides de Souza Aranha
comandante do 5º Corpo da Brigada Oeste
no qual Laurindo Ramos serviu como seu major fiscal.
Além de companheiros de lutas, eram grandes amigos.
 

Oswaldo Aranha e parte de seu grupamento na defesa de Alegrete e depois Itaqui
diante ao movimento tenentista mais tarde chamado de Coluna Prestes.






Oswaldo Aranha, ministro Justiça, ministro Fazenda governo Vargas ,
diplomata(embaixador EUA) aqui presidindo a  
Assembleia das nações Unidas em 1947.


Aranha, presidiu a Primeira Assembleia Geral Especial das Nações Unidas, realizada em 1947, e a Segunda Assembleia Geral Ordinária, realizada no mesmo ano.
Na foto, conversando com os embaixadores do Líbano e Iraque.





Fonte:
Espetacular livro "Os Pioneiros de Bossoroca" do sr. Ilvo Jorge Bertin Fialho.


Obs:  Laurindo Ramos era irmão da minha bisavó Florisbela Ramos Ribeiro.