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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Jayme e os banheiros químicos




Mais uma vez o jornal Correio do Povo publicou oportuna matéria sobre o abandono da estátua do nosso pajador maior Jayme Caetano Braun, localizada no Parque da Harmonia, local onde ocorre todos anos no mês de setembro, o Acampamento Farroupilha.
Leia a matéria na foto em anexo, vale a pena!
A minha única alegria é saber que ao menos neste ano a obra não ficou ao lado dos banheiros químicos, como vinha acontecendo em outras edições do mês Farroupilha.
Neste ano ela ficou de "Frente para os Fundos"...
Clique aqui e veja informações sobre essa escultura:  http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com.br/2007/09/blog-post_7549.html

Coincidências da vida:
A escultura que falo não é a homenagem existente aqui em São Luiz Gonzaga, mas sim a primeira que fiz do mestre Jayme Caetano Braun, localiza-se lá em Porto Alegre e foi inaugurada em 02 de Dezembro de 2006. 
A diferença é que a de Porto Alegre têm dois metros e pesa 900 kg e a de São Luiz têm seis metros e pesa nove toneladas.
A coincidência tenebrosa é que a de lá está no abandono e no escuro e a daqui também...

Poucos dias antes dos festivos Farroupilhas deste ano, recebi pedido de autorização para "restaurar" a obra existente no Parque Harmonia. 
Agradeci a boa intenção da desconhecida pessoa em questão, não autorizei e comuniquei ao mesmo que aguardo ansioso para realizar essa restauração há mais de quatro anos; para isso espero a mudança do local!!
Quero fazer melhorias nela.
É a minha versão para homenagear Jayme Caetano Braun na capital.
Ela representa um símbolo da poesia e das tradições do Rio Grande do Sul e merece melhor atenção na cidade de Porto Alegre.

Abaixo fotos tiradas neste setembro de 2013. Via Sávio Moura. Para melhor visualização abrir em nova aba.



 Obs: Veja aqui informações sobre o Monumento ao Payador em São Luiz Gonzaga: 
http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com.br/2007/09/blog-post_7622.html

domingo, 14 de julho de 2013

Valentin Petrus Emmerich Stephan Von Adamovich-Escultor Austríaco esquecido nas Missões



Soube pela coluna do amigo Redator/ Escritor e Escultor Newton Alvim do lançamento do documentário sobre  a vida e a obra do escultor Valentin Von Adamovich.




Meu agradecimento aos responsáveis por esse importante resgate da cultura regional!
Parabéns ao artista plástico Marco Baptista e a Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Santo Angelo-RS.


 

 

Trouxeram à luz a Obra de Adamovich.
Atitudes como esta merecem servir de modelo, pois o esquecimento continua soterrando talentos.







Para saber mais sobre Valentin Von Adamovich, visite o Blog:
 http://escultoresmissioneiros.blogspot.com.br/

 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Video/Montagem do Monumento ao aviador Julio Alves Martins


Vídeo montagem das etapas da construção do Monumento ao fundador da cidade de Chapadão do Sul, Mato grosso do Sul.
Júlio Alves Martins, gaúcho, aviador, visionário e fundador da bela cidade de Chapadão do Sul.
Escultura feita manualmente em concreto armado.
Com três metros de altura(dos pés até a cabeça), pesando duas toneladas.




quinta-feira, 25 de abril de 2013

Nas alturas do Chapadão


Monumento ao Pioneiro e Fundador da cidade de Chapadão do Sul, no cerrado do Mato Grosso do Sul. 

Fotos das etapas da construção e da fixação.

 


A figura quase que lendária do aviador gaúcho Júlio Alves Martins imortalizada em forma de ferro, concreto e arte. 
 
Passei dias inesquecíveis naquela fantástica cidade. 
Ouvindo e apreciando a trajetória de vida, determinada e prudente, do comandante Júlio. 
Imensa janela se abriu na sua mente, quando aos seis anos de idade visualizou com espanto um objeto metálico (avião Douglas da Varig) sobrevoando sua casa no interior do Rio Grande do Sul (Ijuí). 
Tentou imitar seu vôo, correndo pelos campos com tábua amarrada às costas, era o sangue dos ancestrais fervilhando pelas veias, descendente da família Candotti, originários da ilha de Creta na Grécia, lá mesmo onde Dédalo e seu filho Ícaro escreveram a primeira página da tentativa humana de dominar os céus. 
Cresce a criança impulsionada pelo ideal, forma-se piloto na primeira turma de aviadores de Frederico Westfalen (RS) homem e máquina uniam-se definitivamente para conquista dos céus do cerrado.





O Monumento em sua homenagem não é um símbolo ao exibicionismo, a arrogância ou vaidades, mas sim da história de vida difícil, porém vitoriosa de um visionário.
Quando silenciamos nossa história, ela acaba timidamente desaparecendo ou outros se apossam dela deturpando e recontando a seu bel prazer.
Quando calamos a voz outros falarão por nós.







Obs:Para visualizar as fotos em tamanho maior, favor clicar com botão direito do mouse e abrir em nova aba.


Falta o término da praça que será um local agradável para lazer e descanço. Esse é o objetivo das praças! 
Uma cidade sem praças é uma cidade nervosa.

Para saber mais sobre a vida e obras do Comandante Júlio Martins, favor visitar seu site, vale a pena:http://www.julioalvesmartins.com.br/ 










segunda-feira, 15 de abril de 2013

A bendita teimosia de um VISIONÁRIO




Quem visitar Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul, divisa com Goiás, terá a impressão de que a prosperidade caminha lado a lado com as oportunidades. 
Para aquele que busca crescer trabalhando, ela é a Dubai do Centro Oeste do nosso Brasil. 























Primeiro era sonho solitário na cabeça do grande comandante Júlio Alves Martins, depois projeto árduamente colocado em prática pela sua teimosa determinação, hoje uma fantástica realidade quase inacreditável devido aos seus poucos 25 anos. 
 Estou aqui fixando o Monumento em sua homenagem.
Pioneiro, fundador e aviador Júlio Alves Martins, uma figura lendária e carismática.
O objetivo do monumento jamais foi o de ostentação, vaidades ou exibicionismo, mas sim de que aquele que não conta sua verdadeira história corre o risco de ter seu legado mal interpretado, distorcido e difamado pelos outros.
Resta a fixação dos murais contando um pouco da vida do fundador, no entorno do pedestal. Logo postarei fotos do trabalho completo.
A praça particular será um local de lazer e contemplação, um presente para os Chapadãozenses.


Obs.: Para melhor visualizar as fotos, clicar com botão direito do mouse e abrir em nova aba!

Clique aqui e conheça um pouco sobre a cidade:

http://www.jovemsulnews.com.br/?educacao=instalada-estatua-do-fundador-e-colonizador-julio-alves-martins-em-praca-particular


http://www.chapadensenews.com.br/

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O Mito acima da história





Sepé Tiaraju
O Mito superando o histórico!


Sepé Tiaraju, santo popular?? 
Ao menos é para alguns religiosos que lutam em canonizá-lo...

Padroeiro dos "Prefeitos da classe trabalhadora"?? 
Segundo o marista Sr. Antonio Cechin, sim.

Protetor dos Movimentos Sociais de classe excluída? 
De acordo com os próprios integrantes, é.

Defensor da Classe Ruralista?? 
Assim disse o Sindicato Rural de São Gabriel.

Índio de outra tribo (supostamente Charrua) e não Guarany? Manifesto feito por grupo de índios Guarany que estão reescrevendo a "verdadeira" história de Sepé.

Nessa confusa e bonita colcha de retalhos: 
Todos querem Sepé!
E de certa forma ele representa todos!


O mito superou o histórico; aglomerou façanhas, virtudes e heroísmos, pois é fruto dos anseios humanos na busca do ideal.

Desde 1769 com o poema “O Uraguai” de Basílio da Gama, Sepé Tiaraju despertou para o mundo*.


Em 1956 na data dos 200 anos da morte dele, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, desaconselhou à realização de monumento em sua homenagem...
Atitude compreensível (para eles), pois o histórico não tem as dimensões do imaginário.
Não sei o que o IHGRS pensa nos dias de hoje...

Só sei que em 2006, na data dos 250 anos, São Luiz Gonzaga prestou homenagem ao seu filho ilustre, com a inauguração da escultura denominada “Sepé Tiaraju São-luizense e Missioneiro”.
Uma das poucas (para não dizer única) homenagens feita exclusivamente para ele.
Sepé foi ponta de lança afiada, comandou seus lanceiros, fez guerrilha muito antes de existir o termo guerrilheiro.
Inconformado com o absurdo Tratado de Madrid usou da valentia e da criatividade como armas disponíveis.
Tombou longe de casa, foi ser barreira viva na defesa dos seus.
Nesses momentos onde temos que atravessar o rio mesmo sem saber nadar é que surgem os líderes e os heróis.
Não lutou por doutrina, batina ou pelo prazer cego de lutar seguindo coronéis.Lutou pelo seu Lar!
Era o homem em defesa do lar!
Isso é universal, e é isso precisamente que nos encanta até hoje, mesmo 257 anos depois; seu exemplo continua servindo de inspiração aos emotivos e de reflexões e debates aos intelectuais.

“A Cruz acima da lança!” é um convite a reflexão:
De que a defesa é um direito do ser humano em qualquer tempo e a Paz deve vir em primeiro plano.
O Esplendor Missioneiro foi sufocado, mas ainda vibra por esta terra a força de seu exemplo!





Aviso aos amigos e admiradores de Sepé:

Sobre o futuro Monumento de seis metros!

Estamos no aguardo da inauguração da praça ao redor do Monumento ao Pajador Jayme Caetano Braun para então retomar o projeto feito em 2007, da construção de três grandes monumentos na BR 285.
O primeiro foi o do Jayme, o próximo será o do Sepé e seu nome será:

"O Despertar do Esplendor das Missões"

Acho prudente esperar o término da praça, dessa maneira não fica margem de abandono nas esculturas que faço...
Esse monumento será construído no mesmo sistema do anterior: o do mutirão!
 
Para saber mais sobre o significado da escultura que fiz sobre "Sepé Tiaraju são-luizense e missioneiro", clique aqui e veja com seus próprios olhos:


Para conhecer a versão infantil dessa obra, chamada "Sepezinho o pequeno guerreiro" dá um clicaço aqui:
http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com.br/search/label/Sepezinho%20o%20Pequeno%20Guerreiro





(Para visualizar as fotos em tamanho maior: clicar com lado direito do mouse e abrir em nova aba).









 


*Mais tarde com Simões Lopes Neto e seu conto “O Lunar de Sepé” em 1913 foi ganhando destaque merecido no imaginário gaúcho.
 















Em 1945 o historiador Manoelito Ornellas  publicou sua obra “Tiaraju”.











Em 1949 Érico Veríssimo deu ênfase a Sepé na sua obra maior:”O tempo e o vento”.

O grande escritor Alcy Cheuiche, pesquisou com muita propriedade a vida do líder Guarany e lançou o romance “Sepé Tiaraju”.















Recentemente o amigo Newton Alvim lançou sua visão sobre o grande símbolo da resistência missioneira, sua obra: ”Contra duas bandeiras a história de Sepé Tiaraju” teve as ilustrações realizadas pelo desenhista Sávio Moura.
 http://www.saviomoura.com.br/