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domingo, 15 de abril de 2012

O triste fim do pai do Colosso!







Quando a comitiva da cidade de Rodes, chegou ao ateliê do  escultor Carés, da velha cidade de Lindos (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lindos), sabia muito bem que ali estava alguém a altura da encomenda desejada: Um monumento colossal representando a resistência dos rodianos diante ao cerco do rei da Macedônia Demétrio.
Buscaram o escultor Carés não pelo fato de serem conterrâneos (Rodes e Lindos são duas cidades da ilha grega chamada Rhodes), mas também por saberem que ele fora discípulo de Lísipo, um dos maiores escultores que pisou este planeta.
A monumental obra representaria a resistência tenaz do povo de Rodes.
Um símbolo para enaltecer o feito de todos e preservar a história.
Eles naquele momento nem imaginavam, mas estavam entrando para a história; todos foram responsáveis pelo surgimento de uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo: “O Colosso de Rodes”.
O cerco sofrido pela cidade durou um ano e Demétrio (famoso pela violência) queria dar uma lição ao povo que não havia apoiado ele em outras batalhas e também para fazer uma limpa (saque) na rica ilha mercantil de Rodes. 
Deu com os burros nàgua, pois a população resistiu bravamente à investida, durante todo o tempo.
Rodes era uma cidade pacífica, era um centro comercial, mas soube se defender.
Depois do tratado de paz ter sido assinado, as peças de guerra dos invasores inimigos, deixadas para trás, foram amontoadas e surgiu a idéia de erigirem um monumento.
A figura escolhida foi uma homenagem ao deus Hélio, símbolo do sol e da luz, protetor da cidade. Toda população tinha veneração pelo deus Hélio.
Após contrato assinado, lá foi Cares trabalhar; usou como referência, algumas esculturas existentes do deus Hélio.
Fez desenhos, maquetes e estudos da estrutura reforçada, preparou-se para a grande obra de sua vida: de 32 metros de altura e pesando 79 toneladas!
Começou a construí-la em 304 a.C e terminou doze anos após, em 292 a.C.
 Sei de fontes que citam a ajuda do arquiteto Laccio Lindano ao escultor Carés.
A escolha da postura corporal é motivo de várias imagens diferentes.
Na minha interpretação o Colosso tinha a tocha em sua destra, penso assim de acordo com pensamento prático dos comerciantes! Além da veneração, do simbolismo representativo era também um farol: algo prático!
Fizeram a escultura oca, com escadaria interna, permitindo o acesso até o alto da mão direita onde a tocha era acessa e servia para iluminar durante a noite. Iluminava e ostentava ao mesmo tempo.
As pernas levemente abertas, quase juntas, com manto tocando o chão servindo de terceiro apoio. Alguns artistas antigos diziam que havia uma lança servindo de apoio e não o manto. Penso que Carés procurou fazer a obra de acordo com o que ele via e o que mais se faziam naquela época era colocar manto até o chão para dar mais força a estrutura( a primeira imagem postada é a minha visão de como era o colosso).
O local escolhido não foi no porto militar como dizem alguns (seria absurdo trancarem o porto durante doze anos da construção), nem nos portos comerciais (bem capaz que uma cidade comercial faria isso), mas na parte alta da cidade, com vista para o mar e próxima dos portos (os portos são todos próximos). Acharam escavações recentes com descoberta de templo do deus Hélio, local onde ficava a base de mármore do Colosso (onde hoje é uma escola).
  A estrutura deve ter dado alguma “dorzinha” de cabeça praos viventes. Tiveram que adicionar na figura um manto que tocava o chão, servindo de terceiro apoio, não comprometendo os tornozelos (sei bem o que é isso, tive essa preocupação na obra Monumento ao Payador e os reforcei)
A parte externa foi uma coisa de “lôco”, foi feita com placas de bronze e depois fixadas como num quebra cabeça, algo raro para época, foi a maneira de poder realizar a fundição, pois fundi-la por inteiro seria impossível. Só de bronze foram quinze toneladas, essas placas foram fundidas em sete fundições existentes no local (arqueólogos acharam essas fundições).
Esse método desafiador de construção de grandes obras foi aplicado bem mais tarde pelo escultor Frederic Auguste Bartholdi na sua famosa Estátua da Liberdade (outro dia falarei sobre a influência que o Colosso de Rodes tem na Estátua da Liberdade).
Foram colocadas nove toneladas de ferro para as estruturas internas e o restante do peso foi de pedras para dar estabilidade na parte inferior do corpo (cintura para baixo).
Doze anos de serviço depois a obra foi inaugurada!
Sei lá quantos ajudantes tiveram e quantos problemas solucionaram, o certo é que ela foi inaugurada, a população fez festa e toda Grécia desejava conhecer o colosso. A notícia correu e muitos povos ansiavam conhecer aquela maravilha. Assim dessa maneira foi nascendo o turismo grego e é esse mesmo turismo que mantém a Grécia em pé até hoje, nesses dias conturbados de confusa economia mundial.
Dizem que o escultor Carés não pode ver o final de sua obra. Há várias versões sobre sua morte.
A primeira é de que havia calculado mal o valor da obra, baseando num valor referente à escultura de 16 metros (ao qual ele sabia o valor), disse para a comissão que o valor de uma escultura de 32 metros apenas duplicaria o valor; o que na verdade está bem errado, pois o valor aumentaria várias vezes devido aos problemas estruturais e a quantidade de materiais. Ao se dar conta do erro suicidou-se, medo das futuras dívidas do contrato mal feito... Mas acho que isso foi uma piada de algum matemático da época.
A segunda é de que alguém tinha criticado um detalhe da obra que não ficou bem e ele caiu em depressão e se matou... Bueno, não dá pra duvidar, pois naquela época só tinha mestres da escultura pra tudo quanto é lado.  E todos aqueles mestres continuam até hoje como referencia eterna da escultura.  Imagino se a crítica veio de um desses mestres, pode ser que ele tenha entrado em parafuso mesmo...
A terceira diz que ele ficou atormentado com a dúvida se a estrutura suportaria ou não, achava que não tinha dado a estabilidade suficiente e naquela altura do campeonato não dava para voltar atrás... Quanta coisa passou na cabeça dele: vergonha diante os mestres, ridicularizado perante aos que não gostavam dele, condenação popular, etc.
Não sei como Carés de Lindos morreu, só sei que sua obra é comentada até os dias atuais.
Mesmo durando apenas 66 anos de existência, após tombar devido à forte terremoto no ano de 226 a.C, o Colosso de Rodes foi uma das grandes obras históricas da humanidade.
Após a queda, quebrou na altura dos joelhos, derrubou junto algumas casas por perto.
O rei da época e os adoradores do deus Hélio, pensaram reconstruí-lo; antes consultaram o oráculo da cidade (homem sábio, profeta e meio vidente) o mesmo desaconselhou, pois a queda era um sinal e deveria ser respeitado.
Mesmo caído o colosso passou a ser visitado por povos de toda parte. Os turistas só não batiam foto porque não haviam inventado ainda a máquina.
Ficou centenas de anos assim, muitas partes foram levadas como “lembranças” e o que restou foi vendido pelos árabes em 654 d.C a um comerciante judeu(encontro de mestres do brique). Levaram o metal restante (bronze e ferro) em caravana de 900 camelos. Fico imaginando a cena do transporte daquela “carguinha”...
Os relatos sobre a existência do Colosso de Rodes vêm dos historiadores da época, como Plínio O Velho e Filón de Bizâncio (em seu tratado “As Sete Maravilhas do Mundo”)
Há pouco tempo, em 1998 surgiu à idéia da construção de uma nova escultura, no local onde era o antigo porto militar, a princípio encabeçada pelo famoso compositor Vangelis( Evángelos Odysséas Papathanassíu) que convenceu ao prefeito de Rodes:  George Giannopoulos.
A idéia que aos poucos vinha ganhando força, atualmente encontra-se em período de "coma induzido" devido aos problemas econômicos pelos quais estão passando os gregos e toda Europa. Dificilmente a população aprovaria qualquer despesa nesse sentido... E com razão!

Apesar de que a Grécia está conseguindo sobreviver com dignidade graças aos seus monumentos e o turismo fantástico que eles continuam atraindo.
O cinto está bem apertado para a população grega, lástima que é só no povão!
Enquanto isso na outra ponta, as torneiras continuam jorrando leite com mel para os "coitados" dos banqueiros...


Mas vai esperar o quê??
Isso é o que acontece quando as nações deixam a economia verdadeira ser suplantada pela falsa economia dos políticos?
Que eu saiba política é a arte da diplomacia e da representatividade, poucos a dominam e raros ainda os que entendem de economia. Não é uma gravata que trará conhecimentos dessa área.
A área política é importantíssima, porém na sua ESFERA, desatando nós, aplacando ânimos (guerras) representando seu povo com dignidade!
Mas não deve estar coordenando tudo!  
Para a economia há os grandes mestres! Em todos os países existem; para a saúde também, para a segurança e para tantas outras coisas existem aqueles que dominam o assunto com maestria e não são ouvidos. 
São estes que precisam elaborar nossas leis!
A classe política é a única classe do mundo onde os salários são nivelados (para o alto é claro), onde muitos políticos com qualidade são igualados com a grande maioria de desqualificados e os salários são de altíssimos especialistas. 
TODOS recebem como altíssimos especialistas!
Em nenhuma outra classe ocorre isso!
E daí vem nos aplicar essa de CRISE MUNDIAL e não sei o que e blábláblá...  
E o ferro é só no nosso lombo??
As famosas "Medidas duras" é só na plebe??

Mas não percamos a esperança! 
Como diz o Gaúcho" Não vâmo se enervá por bobage"! 
Aos poucos as coisas estão melhorando!

Não seria difícil levantar fundos para a construção desta Maravilha do Mundo Antigo e fazer um novo Colosso de Rodes!
Com organização e honestidade (essas duas coisas a cidade de Rodes tem) é possível lançar uma campanha de doações voluntárias mundial. Nos mesmos moldes da construção do nosso Monumento ao Payador.
Rapidamente conseguiriam verbas e materiais!
Quem não gostaria de ter seu nome fixado como colaborador no ressurgimento da 7ª Maravilha do Mundo Antigo??

Veja aqui o excelento documentário da Discovery Channel chamado: "As Sete Maravilhas do Mundo Antigo" http://www.youtube.com/watch?v=2DIxbJPVLrs


Veja abaixo a obra de Vangelis(um dos apoiadores da construção do novo Colosso de Rodes): "Carruagens de Fogo"





quinta-feira, 8 de março de 2012

O Pôr de Sol na Praça



Ontem fui ver de perto o andamento da construção da praça ao redor do Monumento ao Pajador Jayme Caetano Braun.
Esperava ver mais adiantada a obra, mas ao menos está sendo construida...
O pôr de sol naquele local é fantástico
Veja fotos!
Não vejo a hora, assim como muitos, de matear junto a praça concluida.
Muitos dos caminhantes e esportistas farão dela local de parada.




segunda-feira, 5 de março de 2012

Defensores de Sepé

 
Dado início na campanha "Defensores de Sepé Tiaraju-São-luizense e Missioneiro" idealizada por: Newton Alvim(redator, escritor e escultor), Sávio Moura(desenhista, cartunista, chargista), Arno Schleder(prof. desenho e pintura) e Vinícius Ribeiro.
Posto também, a foto do Galo Missioneiro sr. Olívio Dutra, apoiando nossa campanha. 
Ele e todos nossos políticos, sabem de cor e salteado de que Sepé Tiaraju nasceu, cresceu e viveu aqui em São Luiz Gonzaga até seus dez anos de idade.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sepezinho o Pequeno Guerreiro



Em 07 de fevereiro de 1756, mais precisamente 256 anos atrás, sucumbia às margens da sanga da Bica, afluente do rio Vacacaí, o grande guerreiro guarany Sepé Tiaraju
Naqueles campos da antiga localidade chamada Batovi (hoje município de São Gabriel, RS) ficou enterrada muito da nossa história Missioneira...
Nesta data especial, faço o lançamento do "SEPEZINHO o Pequeno Guerreiro".
Uma pequena homenagem nossa, seus irmãos são-luizenses, exaltando aqueles dias da sua infância por estes campos verdejantes. 
Sepé permaneceu conosco até os dez ou onze anos de idade, até falecimento de seus pais por escarlatina, após isso foi levado pelo padre jesuita Miguel Soto até a redução de São Miguel. 
Lá ele foi especialmente educado (de acordo com promessa do padre Miguel aos seus pais no leito de morte).
Sepé fez-se guerreiro em defesa de seu lar, foi uma barreira viva diante aos invasores e é por isso que todos nós o admiramos.
O objetivo da criação desta pequena estatueta denominada de "SEPEZINHO o Pequeno Guerreiro" é demonstrar, principalmente às crianças, que também temos nossos heróis, não usam capa nem voam, mas  tem a lança e a boleadeira e são luzeiros, orientadores para o caminho das virtudes.
SEPEZINHO foi baseado na minha outra criação "SEPÉ TIARAJU São-luizense e Missioneiro" e está de acordo com a LEI FEDERAL dos Direitos Autorais 9610/98.
Solicito aquele que queira utilizar estas imagens, favor de não se esquecer de colocar os créditos: "Criação: Vinícius Ribeiro escultor"

Logo teremos excelentes novidades sobre Sepezinho.










sábado, 4 de fevereiro de 2012

Aterro


Estivemos, hoje 04 de fevereiro 2012, acompanhando os novos passos para construção da praça Jayme Caetano Braun. 
A parte do aterramento ficou concluida, agora cabe a competente empresa ganhadora da licitação caprichar no seu trabalho e transformar aquele local esquecido em um verdadeiro cartão de visitas para nossa cidade.








Ao lado, estou acompanhado do amigo e desenhista Sávio Moura(leia suas histórias "É dura a vida do campo"http://www.saviomoura.com.br/),  e do sr. Nelson Moraes, responsável pelas cavalgadas do CTG Galpão de Estância.


Aos poucos irei postando fotos das etapas da construção da praça.





segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Pajador e violeiro




Nesta data, 30 de Janeiro de 2012, dia do Pajador, coloquei uma foto rara: Jayme Caetano Braun com violão nas mãos.
Estamos contando os dias para inaugurarmos a praça em sua homenagem, ao redor do munumento.
No próximo dia do Payador, pretendemos realizá-lo na futura praça!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Notícias Niveladas



Na edição de ontem do jornal A Notícia, saiu à publicação do término da terraplanagem na futura (agora mais próxima) Praça Jayme Caetano Braun.
Cabe agora a empresa que ganhou a licitação: Pedra Verde, iniciar os trabalhos.
Acredito que pela qualidade da empresa, terminarão a obra bem antes do prazo estipulado de quatro meses.
Na medida da nossa prudência estamos felizes, eu e tantos admiradores do grande tronco Missioneiro Jayme. Permaneço com os velhos rojões guardados, que não me falhem no dia da inauguração...
De minha parte agradeço ao prefeito Vicente Diel, vice Mario Meira e demais secretários que realizaram esse importante trabalho de terraplanagem.
Sempre disse e continuarei afirmando de que com a construção da praça e  melhorias no entorno do monumento transformará aquele local em um cartão de visita. Principalmente para aquele setor da cidade que precisa ser exaltado.
Minha maior alegria é saber que os custos finais para os cofres públicos foram os mínimos possíveis:
1º) O Monumento foi CUSTO ZERO, foi pago por doações voluntárias dos inúmeros admiradores do poeta. Numa demonstração de que a "Arte pode unir as pessoas!"
2º) O translado da escultura até o local foi CUSTO ZERO, feito graças a um pedido da Dona Rose Ortaça ao senhor Sefferson Steindorff, proprietário do grupo SS Guindastes de Panambi, que fez o translado gratuitamente devido a sua admiração tanto para Jayme Caetano Braun como para Pedro Ortaça.
3º) O terreno foi CUSTO ZERO, pois foi uma importante doação da família Vieira Marques.
4º) O pedestal teve CUSTO MÍNIMO para os cofres públicos pois contou com a perfuração das micro estacas feitas pela empresa Portland.
5º)A verba para a realização da praça foi emenda parlamentar da deputada Emília Fernandez, através do seu assessor Jarcedi Terra de R$103.049,96. Com contrapartida CUSTO MÍNIMO para prefeitura. Esclareço que essa verba era especifica para cultura, caso perdêssemos, ela provavelmente seria destinada a outro município.








Estaremos acompanhando as etapas da Praça. Postaremos as fotos do andamento. Logo saberemos data da inauguração dela.





Visite o site: http://www.ssguindastes.com.br/



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Retrospectiva Jornal do Almoço-RBS TV 2011



Reportagem publicada hoje, 28 de Dezembro de 2011, na RBS TV Missões, sobre as matérias de destaque regional.
Passam os dias e o monumento ao Mestre da Pajada continua iluminado, porém no escuro...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

India Missioneira na forma de Justiça




Justiça Missioneira-Vinícius Ribeiro escultor.
Matéria publicada hoje na RBS TV, Jornal do Almoço Região Noroeste-Santa Rosa.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Turnê pela Timbaúva

 Fomos, semana passada, na velha Timbaúva, mais precisamente no 2º lar do mestre da Pajada Jayme Caetano Braun, na fazenda da família Ramos.
Antiga propriedade do sr. Danton Ramos hoje conduzida pelo sr. Juca Ramos(filho do sr. Danton e primo-irmão do Jayme). 




Naqueles corredores com quase um século de existencia passamos em silêncio quase místico...

Que lugar encantador...
É como entrar numa dobra do tempo e voltar ao antigo Rio Grande.
Devido ao solo ser de pura pedra, com os campos chamados "Finos"a vegetação continua intacta, como a milênios, pois o progresso na forma de trator e colheitadeiras não chegou e nem chegará.

Lá Jayme conviveu por muitos anos, perto dali ele nasceu, na fazenda do seu avô materno Aníbal Caetano( clique aqui e veja mais sobre a genealogia dele:http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com/2008/05/breve-histrico-de-jayme-caetano-braun.html   e aqui  http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com/2009/09/reverenciando-os-velhos-troncos.html ). 
Dá para compreender a força e beleza de seus versos, pois o local inspira para isso.
Fomos recepcionados pelo seu Juca e Dona Cláudia, tratados como lordes, nem preciso dizer o quão magnífico estava o almoço e as guloseimas.
Uma ovelha da Timbaúva tem o seu valor...








segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Janelas da Liberdade

 

Video/montagem ao som da belíssima música do mestre Pedro Ortaça, com letra do Jorge Enio Pinto dos Santos, presidente da OAB São Luiz Gonzaga.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Justiça Inaugurada






  
 
Hoje, dia 25 de Novembro de 2011, às 15h00min foi inaugurado o novo Fórum de São Luiz Gonzaga e junto do cerimonial ocorreu à inauguração da escultura: Justiça Missioneira.
 













Raro caso onde um Fórum possui uma escultura em sua frente, ainda mais uma escultura única carregada de simbolismos... 






 
















A idéia surgiu em 2009, após o presidente do Fórum da comarca de São Luiz Gonzaga, Juiz Luis Antônio de Abreu Johnsons, solicitar-me uma das minhas estatuetas, da série:"Indias Missioneiras"(lindas por sinal, modéstia a parte) para regalar a magistrados superiores. 
Pensei em algo diferente e único, a fim de divulgar nossa terra, nossa rica história. Surgiu a "Justiça Missioneira".
 



Tem na sua mão esquerda a balança, com o fiel no centro e na mão direita a lança(ao invés da espada) em posição de espera, sem ser agressiva, mas não menos atenta.
Usa venda nos olhos, enfatizando dessa maneira a necessária imparcialidade.
Tem uma pena na cabeça, representando a primeira de todas as deusas da Justiça: a egípcia Maat e sinalizando a herança Guarany. 

Veste o Tipoy, roupa que as índias vestiam nas reduções missioneiras; e como lembrança de suas raízes, o atado nas pernas, chamado tetymakuá(feito do cabelo trançado da menina Guarany após sua primeira menstruação).
No pescoço um colar com presas de jaguaretê, demonstrando sua bravura. 
Para saber mais sobre a origem da deusa da Justiça, nas suas versões Egípcia, Grega e Romana, favor ler o seguite texto que fiz:
Acredito que esta escultura enaltecerá a Justiça na nossa terra, pois representa a seriedade, a valentia e determinação de todos aqueles que nela trabalham.
 
Está obra, que encontra-se belamente fixada na entrada do novo Fórum da comarca de São Luiz Gonzaga, além do apoio do Juiz Johnsons, teve total aceitação dos nossos magistrados são-luizenses, Juiza Gabriela Dantas Bobsin, Juiz André de Oliveira Pires e do Juiz Alan Peixoto de Oliveira.
Destaco a participação importantíssima do presidente da OAB de São Luiz Gonzaga, sr. Jorge Enio Pinto dos Santos
Por também ter alma de artista(parceiro de letras do Mestre Pedro Ortaça) Jorge Enio compreende a importância e a força das Artes, é um batalhador pela cultura da nossa cidade.






A obra foi muito bem aceita, com elogios diretos do Desembargador Léo Lima, Presidente do Tribunal de Justiça do estado do Rio Grande do Sul. 



Representa a Força e o Equilíbrio Justo e Verdadeiro em todas as ações!




A escultura foi confeccionada manualmente em concreto armado, com dois metros de altura e com 950 kg de peso. 
Apresenta uma pintura especial resistente ao tempo, imitando fielmente ao bronze.
















segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Maquete do Tiro de Laço




Diz o sábio que não é prudente falar o que vamos fazer, nem tampouco nos vangloriarmos pelo que fizemos, salvo se formos questionados a falar...
Atendendo ao pedido do Sr. Alceu Adelar Hoffmann, tradicionalista de Caxias do Sul-RS, divulgo aqui a maquete referente à prática do "Tiro de Laço"


De acordo com as informações do Alceu: "O Tiro de laço surgiu na Cidade de Esmeralda RS no dia 14/11/1951, sendo que foi criado por uma dezena de Fazendeiros da região, tendo como idealizador o Senhor Alfredo Jose dos Santos, considerado o pai do Tiro de Laço. 
Tudo começou por uma disputa por um time de futebol da época, o qual fizeram apostas e pediram para que seu Alfredo escutasse no radinho de pilha a dita partida de futebol.
O mesmo se recusou e disse que disputaria num tiro de laço com um novilha xucra saindo de uma mangueira. 
Formaram duas duplas e na data acima fizeram o primeiro o tiro de laço. (Ler mais no Livro Tiro de Laço de Edivar Francisco Appio). 
O  cavaleiro que fara parte do monumento será uma réplica do seu Alfredo".  

O tamanho da escultura será natural e a obra de concreto armado feita manualmente. 
O complicador serão as patas e sua fragilidade devido ao peso. 
Solução será acrescentar vegetação (de concreto) junto a elas. 
Acredito que, caso a obra seja realizada, será impactante.



Das vezes que acompanhei essa prática do tiro de laço que virou esporte tradicionalista, sempre me encantou a atenção do cavalo de saber acompanhar com distância exata o momento de o gaúcho laçar, se a rês é lenta ele diminui a passada, se ela sai em disparada ele chega junto e se o laçador faz sua parte com destreza que é laçar, daí fica um momento mágico de se ver. 
Não há agressão nesse esporte, pois o laço deve acertar as aspas do gado, depois da apresentação o laço é retirado. 
É no pialo(a pé) que acontecem algumas "judiarias", alguns "pranchaços cuiudos", o pialo no dia a dia do homem do campo faz parte, mas para apresentações não fica muito bem(pelo menos pro gado). 
No pealo o gaúcho deve jogar a armada na frente das patas dianteiras da rês e quando na cruzada em disparada as duas estiverem juntinhas dentro da armada é que o vivente puxa o laço, finca o garrão no chão, enquadra o corpo e espera o tirão. 
Isso é mais para terneiro, pois fazer num animal maior é pedir para se desnucar... 
Lembro certa feita quando numa castração de elefante(fazendinha minha na Africa) pialei um que fugia em disparada,  foi lindo de ver, segurei firme, nem perdi minha boina na hora do soco.
Lindo de ver era aquele ricos baguinhos queimando nas brasas...
Nem conto mais porque ninguém vai acreditar mesmo.

sábado, 12 de novembro de 2011

A Justiça em Etapas



Montagem das etapas construção escultura Justiça Missioneira, que será inaugurada junto com o novo Forum de São Luiz Gonzaga, dia 25 de novembro de 2011. 
A fumaceira é grande, mas é "na fumaça que se conhece os tauras..."

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Justiça em boas mãos





Nesta semana, o Fórum de São Luiz Gonzaga esta em processo de mudança.
Merecedora casa nova, com estrutura apropriada após décadas na antiga e apertada (outrora Banco do Brasil).
Novos ares. Novos horizontes.
Fruto da persistência (bela teimosia) do juiz de Direito Luís Antônio de Abreu Johnson, ex- diretor do Fórum.
Em pouco tempo, aquela parte esquecida da cidade prosperará assombrosamente.
A inauguração será dia 25 deste mês. E terei a honra de participar com uma escultura carregada de simbolismos.
Apesar do trabalho que toda mudança traz, nossos juízes tiveram tempo e vieram para ver o andamento da construção da escultura que enfeitará o novo Fórum: "Justiça Missioneira".
Recebi com alegria a visita deles, juntamente com o presidente da OAB local. 
Conscientes da importância de seu trabalho atuam em harmonia e naturalidade para o bom funcionamento do poder judiciário são-luizense.
Ficou a certeza de que a Justiça está em boas mãos!











Logo postarei fotos das etapas da escultura!

domingo, 30 de outubro de 2011

A Praça é Nossa- capítulo 02


De acordo com prometido acompanhamento da praça ao redor do Monumento ao Payador Jayme Caetano Braun, publico ao lado a assinatura do contrato para construção da praça.
A empresa ganhadora da licitação chama-se: Pedra Verde.
Desejo êxito  na construção dessa tão esperada obra!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

"A Praça é Nossa!"

Precisamos de praças!!

Para descansarmos de um mundo cada vez mais corrido. 

Refletirmos qual sentido da nossa vida. 

Para termos lazer...

Logo quero fazer tudo isso na Praça Monumento Jayme Caetano Braun.
Parece que tudo caminha para inaugurarmos ela em 30 de Janeiro de 2012...
A empresa que ganhou a licitação iniciará as obras em breve.
Abaixo reproduzo a planta da praça.
Acompanharemos passo a passo o nascimento desse bebê.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Aniversário em dia de Luto!

Hoje, data do 2º ano da inauguração do Monumento ao Payador Jayme Caetano Braun, faleceu o amigo e parceiro de Jayme, Sr. Salvador Chaloy Jara, em sua cidade Posadas/Missiones, Argentina. 
Morreu a fera do bandoneon
Nascido em 1931, Don Chaloy Jara, foi um dos mestres do nosso estilo missioneiro musical.
Tive a honra e grata alegria de receber visita dele, quando estava ainda construindo a estátua do poeta Jayme Caetano Braun.
Chamou a atenção à vitalidade dele, não pareciam seus 78 anos (na época das fotos). 

Fiquei surpreso hoje com notícia da sua morte, apesar de saber que ele estava com problemas de saúde. 


Ao rever as fotos daquele dia, descobri dois videos que filmei por acaso, onde seu Chaloy contava, descontraidamente, causos de vida dele com Jayme e com seu outro grande parceiro: Cenair Maicá. Um arquivo raro, descoberto por acaso...

 
Apesar desta triste notícia, há informações boas sobre a construção da praça ao redor do monumento: 
Depois de muita reza forte, o famoso fiscal da caixa federal veio, conferiu o local e aprovou liberação da verba. A prefeitura de São Luiz abriu edital de licitação para construção da praça, no dia 06 de outubro de 2011 o resultado do edital de licitação com nome da empresa que realizará essa obra, será divulgado a partir do dia 14 de outubro de 2011. 
O valor da emenda parlamentar da deputada federal Emília Fernandes (PT/RS) é de R$100.000,00, somando com contrapartida da prefeitura o valor final é de R$113.990,00. 
Vamos torcer para que tudo dê certo e no mais tardar, dia 30 de Janeiro de 2012, dia do Pajador(data nascimento Jayme) estejamos inaugurando essa praça. 
Ela será um local de lazer, caminhadas, mateadas e de inspirações. 
Todo tradicionalista, mais cedo ou mais tarde deverá fazer uma visita a ela e prestar uma homenagem com sua presença, à figura maior da poesia crioula riograndense.



Agora para finalizar, reproduzo um video inédito com o mestre Pedro Ortaça, feito no dia da inauguração do Monumento 10/10/2009, no qual ele fala com coração sobre a dificuldade que tivemos para realizar a homenagem ao Jayme. 

Palavras que calaram fundo, me emocionaram e ainda me emocionam...

Mil grácias seu Pedro, Dona Rose e toda família Ortaça pela ajuda em todos os momentos!
 




Esse vídeo é parte das filmagens feitas pela Drª Araci Cunha.