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sábado, 9 de junho de 2012

Os três Mistérios Fantásticos que rondam São Luiz Gonzaga


Este texto, fruto das minhas "sábias reflexões", foi publicado na Revista Região nº 3* e anteriormente neste mesmo blog, na data de 14 de junho de 2010
Republico com uma abordagem melhor dos temas.


OS TRÊS MISTÉRIOS FANTÁSTICOS QUE RONDAM SÃO LUIZ GONZAGA!

Dizem os sábios que: conversa de artista, de guia turístico e de político a gente tem que dar um desconto, pois às vezes, devido à emoção, exageramos um pouquinho...
Acredito que o Turismo Cultural será nossa melhor alternativa econômica tanto em épocas de fartura como em períodos de estiagem, repartir cultura além de ser algo nobre, sustenta economicamente muitas cidades por este mundo todo.
Apresento neste texto, três grandes mistérios fantásticos que rondam nossa velha São Luiz Gonzaga.
Existem muitos mais, mas enumerei três mistérios tremendos, daqueles de serem feitos vários livros sobre cada tema e que até o momento, surpreendentemente, não despertou interesse aos meus irmãos historiadores...
Cada Mistério está relacionado a um ponto turístico cultural ainda não explorado; verdadeiras jazidas a serem descobertas.
Eis eles então:

1º Mistério Fantástico rondando São Luiz Gonzaga:

TRATADO DE MADRID E SUA VERDADE OCULTA:
O que estava por de trás daquele sinistro tratado? (Para quem esqueceu as aulas de história no tempo de colégio: no tratado houve a troca da Colônia do Sacramento (Uruguay) pelas Missões em 1750).
Quem coordenava as mãozinhas dos soberanos?
Será que foi apenas a realeza trocando terrenos?
Que medo a união dos Jesuítas com os Guaranys despertou nos seus co-irmãos religiosos?
De uma nova pátria? Ou de uma NOVA RELIGIÃO, desvinculada da igreja de Roma?
Acaso um canetaço (ou pena, pois não existiam canetas naquele tempo) do Padre supremo da época não anularia essa parte do tratado evitando tantas mortes??
Não poderiam trocar os padres jesuítas espanhóis por padres jesuítas portugueses e seguir o mesmo ritmo das reduções? Por que não fizeram essa simples troca?? 
A poderosa Roma, que se fosse sua vontade, num estalar de dedos tudo resolveria...
Não era só troca de terrenos não, lamentavelmente tinham mãos tenebrosas coordenando tudo, na época isso não era claro, mas hoje é possível ver que, realmente era a extinção da ordem o que queriam e com o consentimento da própria igreja. 
Essa interferência mudou a história de São Luiz Gonzaga e das Missões...
Aos Missioneiros, estranhamente, não lhes foi dado o direito algum de defesa.
Sepé tornou-se guerreiro pela necessidade da situação; no seu exemplo da barreira viva, lutou com suas armas: inteligência e amor aos seus.
O seu exemplo de resistência e força encanta a todos nós, pois a defesa é um direito de todo ser humano em qualquer plano.

Mas ainda fica sem resposta a pergunta:
 “Quem realmente matou o são-luizense Sepé Tiaraju??”




2º Mistério Fantástico rondando São Luiz Gonzaga:

A COLUNA PRESTES E O NASCIMENTO DO GÊNIO ESTRATEGISTA
Como surgiu um dos maiores estrategista militar da história??
Por que Prestes responde ao escritor Nelson Werneck em seu livro: “A Coluna Prestes”, que foi precisamente em São Luiz Gonzaga que ele realizou sua mais importante estratégia?
Aqui onde ele ficou dois meses e de onde Realmente saiu a Coluna!
Que fantástica inspiração foi aquela de derrotar o tão propagado “Anel de Ferro” do governo federal? De onde ela veio?
Como ele conseguiu ludibriar mais de 14.000 soldados governamentais sem dar nenhum tiro? Sem transformar a cidade de São Luiz Gonzaga em um sanguinolento campo de batalha?
Que brilhante e milagrosa estratégia foi essa??
Que influência teve as orações a Nossa Senhora de Lourdes, provindas das senhoras da comunidade São-luizense, coordenadas pelo Monsenhor Estanislau Wolski, nisso tudo?
Que força havia naqueles corações sinceros que clamavam a Nossa Senhora para que não houvesse o confronto das tropas em seus lares e que existissem: “Paz entre os homens”?
Como se operam os milagres? Ou será que tudo foi apenas mera coincidência?

Estatueta que fiz, no ano de 2002, em homenagem a Coluna Prestes, encontra-se no Museu Arqueológico de São Luiz Gonzaga. Título da obra: "Reflexões em Marcha". Nela Prestes está armado apenas com seus mapas e estratégias, a mão direita por sobre a esquerda tentando apaziguar...A dureza daqueles mais de 25 mil km descortinuou ao seus olhos um pais gigante porém com um povo sofrido e desconhecedor de seu próprio sofrimento...



3º Mistério Fantástico rondando São Luiz Gonzaga:

O SENTIMENTO DE MISSIONEIRISMO
Tal qual Florença, berço das Artes do Renascimento, há algo a mais no solo desta terra do que apenas riqueza de componentes minerais.
O que nos faz sermos tão parecidos com os florentinos? De querer mostrar ao mundo aquilo que somos herdeiros e está soterrado?
Falo dessa ânsia de ganhar o ar, de subir à superfície; de ser ouvido, de poder falar; não falar por falar, mas por saber que é urgente falar...
De rasgar o véu de sonolência que nos cobre a centenas de anos!

O que há de imaterial vibrando nesse rincão do mundo? Muito bem representado pelos inúmeros artistas Missioneiros, que com suas obras no chamado Estilo Missioneiro, carregadas de ânsias, traduzem e reivindicam o esplendor que foram as Missões.
Esse sentimento não é exclusividade de quem nasce por aqui, mas também de quem vive, e há até de casos de alguns que por aqui apenas passaram e preservam esse sentimento...

Como surgem os artistas? Que fino fio separa o Gênio do genioso?
Dia 30 de Janeiro, dia do Pajador, data para homenagear um dos maiores divulgadores desta terra: Jayme Caetano Braun o mestre da Payada, da dificílima arte de opinar cantando.
Além da data e do Monumento em sua homenagem, acaso um memorial com informações dele e de todos artistas em todas as áreas não aumentaria o fluxo turístico na nossa cidade? Um local com as Raízes Missioneiras ao alcance de todos não transformaria São Luiz Gonzaga em uma referência cultural?
O mundo procura incansavelmente por Cultura para preencher as respostas da existência e esse produto nobre nós temos em abundância para oferecer!














Visite São Luiz Gonzaga! Conheça as Missões!

Vinícius Ribeiro-escultor.















* Site da editora Borck e Silva: http://www.borckesilva.com.br/index.html

domingo, 20 de maio de 2012

Justiça aos Lanceiros Negros


Desde 2006 tenho em mente a realização de homenagem aos Lanceiros Negros, guerreiros esquecidos pela história rio-grandense. 
Fiz a primeira versão desta homenagem chamada: JUSTIÇA AOS LANCEIROS NEGROS,  na 2ª Mostra do Atelier de Artes Los Libres. Na época era uma estatueta representando um lanceiro com as mãos para trás acorrentadas e sem lança. Pertence hoje ao Sr. Fernando Mazza, amigo de Santa Maria-RS.
Esta versão definitiva(aqui ao lado) o Lanceiro está com a lança firme e desta vez ninguém conseguirá tirar de suas mãos...

Quem foram os Lanceiros Negros?
Sob a promessa de serem Livres, lutaram na defesa dos Caudilhos Coronéis, na Guerra dos Farrapos. 
A grande maioria dos gaúchos que lutaram na revolução/guerra Farroupilha desconheciam os motivos da luta, apenas seguiam seus chefes; os Lanceiros Negros sabiam por que lutavam e morreram em busca da sonhada Liberdade.
Triste fim o dos Negros Lanceiros!
Não se pode mudar a história, apagar fatos evitando manchar vultos, hoje heróicos e que na época não tanto...
A espada continua cravada nas costas de cada Lanceiro morto em Porongos.


 




Quando cheguei para reunião com Senador Paulo Paim, em dezembro passado no seu gabinete em Canoas/RS, para falar sobre esse tema, encontrei eco em tudo o que penso e sinto sobre os Lanceiros.















Ao lhe mostrar a maquete, ao explanar sobre os quase dois séculos de esquecimento que a história do Rio Grande continua "presenteando" a esses bravos, vi e senti que nós dois nos emocionávamos.
É dessa maneira que as grandes obras surgem: quando nos emocionam!


Perguntei:
 "Senador, diga um nome de um Lanceiro?? 
   Um líder negro farroupilha??
   Foram todos esquecidos!!
   E por quantos séculos mais serão soterrados??"

E ele responde ou ao menos tenta, devido à emoção, recitando seu belo poema:Negros Lanceiros(vide ao lado).

Como ele bem escreveu na dedicatória do seu livro, sobre nosso encontro:  "um encontro de Lanceiro para Lanceiro".


Faltou na nossa reunião, a presença do ex-Gov. Olívio Dutra, outro defensor desta idéia,que no dia não pode estar presente. 

Clique aqui e veja o pronunciamento do Senador, na tribuna do Senado Federal, sobre a homenagem aos Lanceiros Negros:
 http://www.senadorpaim.com.br/verDiscurso.php?id=2098

Clique aqui e vejas as fotos da reunião:
 http://www.senadorpaim.com.br/galeria-fotos.php?id=110





  
Veja e escute a bela interpretação do saudoso César Passarinho na imortal canção: Negro de 35. Fala muito sobre o tema desta postagem. Esse video foi publicado no Youtube pelo SrRichter1994






 Para saber mais sobre os Lanceiros Negros, clique aqui:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lanceiros_Negros

Para saber sobre a Revolução e Guerra Farroupilha, clique aqui:
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Farroupilha






quinta-feira, 17 de maio de 2012

As Origens do registro de nascimento do PAJADOR


História das nossas raizes gauchescas.

Visitando ao Instituto Histórico e Geográfico São-luizense, solucionei uma dúvida que eu tinha há muito tempo: sobre o registro do nascimento do pajador Jayme Caetano Braun.
Desde criança sabia que o registro havia sido feito pelo meu avô: Anajande Ramos Ribeiro (padrinho do Jayme e primo da sua mãe Dona Euclides Ramos Caetano) e confirmei oficialmente após receber original do registro do nascimento do Jayme, enviado gentilmente pelos amigos do cartório de Bossoroca(vide foto ao lado).

Acontece que continuei com a dúvida: 
Onde ocorreu o registro se não havia a cidade de Bossoroca na época??
Em 1924, data do nascimento do poeta gaúcho Jayme Caetano Braun, nem se sonhava na criação de município, o local era chamado apenas de 3º Distrito de São Luiz Gonzaga. Somente em 26 de Fevereiro de 1938 é que a localidade recebeu o nome inicial de Vila Igrejinha. Na ata da fundação da vila, colocada dentro de uma garrafa na pedra fundamental, consta o nome Vila Igrejinha.
O nome Igrejinha foi devido à morte de João Fabricio da Silva, que numa rodada do cavalo caiu sobre sua faca desembainhada, morrendo espetado. Seu pai, o Sr. José Fabricio da Silva mandou construir uma capelinha em sua homenagem. Naturalmente o local passou a ser conhecido como: Igrejinha.
Mais tarde alguns moradores solicitaram a mudança do nome para Bossoroca.(Essas importantes informações consegui do excelente livro História e Memórias de Bossoroca, do Sr. Valeriano Cruz). Vide foto da capa do livro!

Não entendia como e onde ocorriam os registros naquele distrito!

Conversando com a Presidente de Honra daquela importante instituição (São Luiz Gonzaga é uma das poucas cidades do estado que possui um IHG) Srª Anna Olívia do Nascimento, profª de história da Universidade Regional Integrada (URI-SLG), fiz a pergunta que me acompanhava a tempos: perguntei-lhe como eram feitos os registros de nascimento na Timbaúva(local onde nasceu o poeta JCB)?
Grande surpresa saber que eram feitos pelo bisavô da própria profª Anna, Sr. João Luiz Nascimento, Coronel da Guarda Nacional.
Na fazenda do Coronel João Luiz do Nascimento é que as pessoas daquela localidade se dirigiam para efetuarem os registros de nascimento, casamento e morte, ele era a autoridade responsável por isso. Lembro que minha avó Vidalvina Antunes Ribeiro falava do Cel. João Luiz do Nascimento... Ele era uma figura quase lendária. Símbolo de uma época de grandes homens.
Para lá se dirigiu meu avô, no seu cavalo Pimenta(vide foto) em 07 de Fevereiro de 1924. Foi a pedido do amigo Sr. João Aloysio Braun, pai da criança Jayme Guilherme Caetano Braun.
Com esse mesmo cavalo, meu avô havia buscado a parteira: Dona Antônia na véspera do nascimento do menino.
A parteira Dona Antônia! 
Este foi o verdadeiro motivo da ida do casal João Aloysio e Euclides saírem de sua residência na cidade de São Luiz Gonzaga(esquina da Praça Cícero Cavalheiro) e se dirigirem até a fazenda do Sr. Anibal Caetano(pai da Dona Euclides). 
Eles foram em dezembro de 1923, período de férias escolares do professor João Aloysio e aguardaram até o momento natural do nascimento. 
Naquela época, a gestante que tinha uma boa parteira ao seu lado era garantia de tranqüilidade e confiança.Dona Antônia era famosa e querida por todos.

Mas voltando sobre o registro do nascimento!
Após o registro feito junto ao Coronel João Luiz do Nascimento, cópias dos seus arquivos eram repassadas para o cartório geral de São Luiz Gonzaga.
Nos registros dos nascidos naquela localidade, até 1965(data da fundação da cidade de Bossoroca) constava: nascido no 3º distrito de São Luiz Gonzaga.
Após 1965 todos registros novos e 2ª vias constam como: nascido em Bossoroca.
Isso aconteceu com meu pai que em 1940 nasceu na Timbaúva e foi registrado na então Vila de Bossoroca(a cidade foi fundada em 12 de Outubro de 1965). Nos registros dele constava ter nascido no 3º distrito de São Luiz Gonzaga e após 1965, ao solicitar originais do seu registro, constava apenas: Bossoroca.




 Quer ler a biografia que fiz sobre o poeta Jayme Caetano Braun? Então clique aqui e aproveite:


 http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com.br/2008/05/breve-histrico-de-jayme-caetano-braun.html





terça-feira, 1 de maio de 2012

Um CARINGI não catalogado

  Estive, semana passada, em Alegrete-RS.
A trabalho; em reuniões sobre a grande obra que inauguraremos em 19 de setembro de 2012, chamada: "RUY RAMOS o Tribuno do Rio Grande".

Caminhando pela belíssima praça central, fotografando e admirando seus preciosos monumentos e esculturas, deparei-me com uma obra encantadora.

Algo nela chamou minha atenção.

Um brilho próprio, que vêm dos grandes mestres...

Dito e feito!

Quando li o nome do autor foi grande minha alegria:
Antonio Caringi!

O mestre do Laçador e de tantas outras obras.


 
Acredito que a surpresa não foi somente minha, pois daqueles com quem conversei, ninguém sabia da autoria da obra...
A obra é conhecida e querida por todos Alegretenses como "Monumento às Mães".
Representa a mãe carinhosa e protetora amparando o filho nos seus primeiros passos.
Essa obra tem um valor sentimental imenso para a comunidade(observei isso); a partir de agora, de acordo com o dinâmico prefeito Erasmo Guterres da Silva,  passará também a ter um valor TURÍSTICO/CULTURAL.
São poucas as praças que possuem símbolos escultóricos dessa magnitude.
Alegrete ao divulgar essa obra como autoria do mestre Caringi, transformará ela em excelente atrativo turístico!
Estará repartindo uma das coisas que mais nobre podemos repartir: CULTURA.
Parabéns ao município pelas suas várias obras de artes espalhadas pela cidade.


                

















Obs: Veja os detalhes da aliança da mão esquerda e o brinco.


domingo, 15 de abril de 2012

O triste fim do pai do Colosso!







Quando a comitiva da cidade de Rodes, chegou ao ateliê do  escultor Carés, da velha cidade de Lindos (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lindos), sabia muito bem que ali estava alguém a altura da encomenda desejada: Um monumento colossal representando a resistência dos rodianos diante ao cerco do rei da Macedônia Demétrio.
Buscaram o escultor Carés não pelo fato de serem conterrâneos (Rodes e Lindos são duas cidades da ilha grega chamada Rhodes), mas também por saberem que ele fora discípulo de Lísipo, um dos maiores escultores que pisou este planeta.
A monumental obra representaria a resistência tenaz do povo de Rodes.
Um símbolo para enaltecer o feito de todos e preservar a história.
Eles naquele momento nem imaginavam, mas estavam entrando para a história; todos foram responsáveis pelo surgimento de uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo: “O Colosso de Rodes”.
O cerco sofrido pela cidade durou um ano e Demétrio (famoso pela violência) queria dar uma lição ao povo que não havia apoiado ele em outras batalhas e também para fazer uma limpa (saque) na rica ilha mercantil de Rodes. 
Deu com os burros nàgua, pois a população resistiu bravamente à investida, durante todo o tempo.
Rodes era uma cidade pacífica, era um centro comercial, mas soube se defender.
Depois do tratado de paz ter sido assinado, as peças de guerra dos invasores inimigos, deixadas para trás, foram amontoadas e surgiu a idéia de erigirem um monumento.
A figura escolhida foi uma homenagem ao deus Hélio, símbolo do sol e da luz, protetor da cidade. Toda população tinha veneração pelo deus Hélio.
Após contrato assinado, lá foi Cares trabalhar; usou como referência, algumas esculturas existentes do deus Hélio.
Fez desenhos, maquetes e estudos da estrutura reforçada, preparou-se para a grande obra de sua vida: de 32 metros de altura e pesando 79 toneladas!
Começou a construí-la em 304 a.C e terminou doze anos após, em 292 a.C.
 Sei de fontes que citam a ajuda do arquiteto Laccio Lindano ao escultor Carés.
A escolha da postura corporal é motivo de várias imagens diferentes.
Na minha interpretação o Colosso tinha a tocha em sua destra, penso assim de acordo com pensamento prático dos comerciantes! Além da veneração, do simbolismo representativo era também um farol: algo prático!
Fizeram a escultura oca, com escadaria interna, permitindo o acesso até o alto da mão direita onde a tocha era acessa e servia para iluminar durante a noite. Iluminava e ostentava ao mesmo tempo.
As pernas levemente abertas, quase juntas, com manto tocando o chão servindo de terceiro apoio. Alguns artistas antigos diziam que havia uma lança servindo de apoio e não o manto. Penso que Carés procurou fazer a obra de acordo com o que ele via e o que mais se faziam naquela época era colocar manto até o chão para dar mais força a estrutura( a primeira imagem postada é a minha visão de como era o colosso).
O local escolhido não foi no porto militar como dizem alguns (seria absurdo trancarem o porto durante doze anos da construção), nem nos portos comerciais (bem capaz que uma cidade comercial faria isso), mas na parte alta da cidade, com vista para o mar e próxima dos portos (os portos são todos próximos). Acharam escavações recentes com descoberta de templo do deus Hélio, local onde ficava a base de mármore do Colosso (onde hoje é uma escola).
  A estrutura deve ter dado alguma “dorzinha” de cabeça praos viventes. Tiveram que adicionar na figura um manto que tocava o chão, servindo de terceiro apoio, não comprometendo os tornozelos (sei bem o que é isso, tive essa preocupação na obra Monumento ao Payador e os reforcei)
A parte externa foi uma coisa de “lôco”, foi feita com placas de bronze e depois fixadas como num quebra cabeça, algo raro para época, foi a maneira de poder realizar a fundição, pois fundi-la por inteiro seria impossível. Só de bronze foram quinze toneladas, essas placas foram fundidas em sete fundições existentes no local (arqueólogos acharam essas fundições).
Esse método desafiador de construção de grandes obras foi aplicado bem mais tarde pelo escultor Frederic Auguste Bartholdi na sua famosa Estátua da Liberdade (outro dia falarei sobre a influência que o Colosso de Rodes tem na Estátua da Liberdade).
Foram colocadas nove toneladas de ferro para as estruturas internas e o restante do peso foi de pedras para dar estabilidade na parte inferior do corpo (cintura para baixo).
Doze anos de serviço depois a obra foi inaugurada!
Sei lá quantos ajudantes tiveram e quantos problemas solucionaram, o certo é que ela foi inaugurada, a população fez festa e toda Grécia desejava conhecer o colosso. A notícia correu e muitos povos ansiavam conhecer aquela maravilha. Assim dessa maneira foi nascendo o turismo grego e é esse mesmo turismo que mantém a Grécia em pé até hoje, nesses dias conturbados de confusa economia mundial.
Dizem que o escultor Carés não pode ver o final de sua obra. Há várias versões sobre sua morte.
A primeira é de que havia calculado mal o valor da obra, baseando num valor referente à escultura de 16 metros (ao qual ele sabia o valor), disse para a comissão que o valor de uma escultura de 32 metros apenas duplicaria o valor; o que na verdade está bem errado, pois o valor aumentaria várias vezes devido aos problemas estruturais e a quantidade de materiais. Ao se dar conta do erro suicidou-se, medo das futuras dívidas do contrato mal feito... Mas acho que isso foi uma piada de algum matemático da época.
A segunda é de que alguém tinha criticado um detalhe da obra que não ficou bem e ele caiu em depressão e se matou... Bueno, não dá pra duvidar, pois naquela época só tinha mestres da escultura pra tudo quanto é lado.  E todos aqueles mestres continuam até hoje como referencia eterna da escultura.  Imagino se a crítica veio de um desses mestres, pode ser que ele tenha entrado em parafuso mesmo...
A terceira diz que ele ficou atormentado com a dúvida se a estrutura suportaria ou não, achava que não tinha dado a estabilidade suficiente e naquela altura do campeonato não dava para voltar atrás... Quanta coisa passou na cabeça dele: vergonha diante os mestres, ridicularizado perante aos que não gostavam dele, condenação popular, etc.
Não sei como Carés de Lindos morreu, só sei que sua obra é comentada até os dias atuais.
Mesmo durando apenas 66 anos de existência, após tombar devido à forte terremoto no ano de 226 a.C, o Colosso de Rodes foi uma das grandes obras históricas da humanidade.
Após a queda, quebrou na altura dos joelhos, derrubou junto algumas casas por perto.
O rei da época e os adoradores do deus Hélio, pensaram reconstruí-lo; antes consultaram o oráculo da cidade (homem sábio, profeta e meio vidente) o mesmo desaconselhou, pois a queda era um sinal e deveria ser respeitado.
Mesmo caído o colosso passou a ser visitado por povos de toda parte. Os turistas só não batiam foto porque não haviam inventado ainda a máquina.
Ficou centenas de anos assim, muitas partes foram levadas como “lembranças” e o que restou foi vendido pelos árabes em 654 d.C a um comerciante judeu(encontro de mestres do brique). Levaram o metal restante (bronze e ferro) em caravana de 900 camelos. Fico imaginando a cena do transporte daquela “carguinha”...
Os relatos sobre a existência do Colosso de Rodes vêm dos historiadores da época, como Plínio O Velho e Filón de Bizâncio (em seu tratado “As Sete Maravilhas do Mundo”)
Há pouco tempo, em 1998 surgiu à idéia da construção de uma nova escultura, no local onde era o antigo porto militar, a princípio encabeçada pelo famoso compositor Vangelis( Evángelos Odysséas Papathanassíu) que convenceu ao prefeito de Rodes:  George Giannopoulos.
A idéia que aos poucos vinha ganhando força, atualmente encontra-se em período de "coma induzido" devido aos problemas econômicos pelos quais estão passando os gregos e toda Europa. Dificilmente a população aprovaria qualquer despesa nesse sentido... E com razão!

Apesar de que a Grécia está conseguindo sobreviver com dignidade graças aos seus monumentos e o turismo fantástico que eles continuam atraindo.
O cinto está bem apertado para a população grega, lástima que é só no povão!
Enquanto isso na outra ponta, as torneiras continuam jorrando leite com mel para os "coitados" dos banqueiros...


Mas vai esperar o quê??
Isso é o que acontece quando as nações deixam a economia verdadeira ser suplantada pela falsa economia dos políticos?
Que eu saiba política é a arte da diplomacia e da representatividade, poucos a dominam e raros ainda os que entendem de economia. Não é uma gravata que trará conhecimentos dessa área.
A área política é importantíssima, porém na sua ESFERA, desatando nós, aplacando ânimos (guerras) representando seu povo com dignidade!
Mas não deve estar coordenando tudo!  
Para a economia há os grandes mestres! Em todos os países existem; para a saúde também, para a segurança e para tantas outras coisas existem aqueles que dominam o assunto com maestria e não são ouvidos. 
São estes que precisam elaborar nossas leis!
A classe política é a única classe do mundo onde os salários são nivelados (para o alto é claro), onde muitos políticos com qualidade são igualados com a grande maioria de desqualificados e os salários são de altíssimos especialistas. 
TODOS recebem como altíssimos especialistas!
Em nenhuma outra classe ocorre isso!
E daí vem nos aplicar essa de CRISE MUNDIAL e não sei o que e blábláblá...  
E o ferro é só no nosso lombo??
As famosas "Medidas duras" é só na plebe??

Mas não percamos a esperança! 
Como diz o Gaúcho" Não vâmo se enervá por bobage"! 
Aos poucos as coisas estão melhorando!

Não seria difícil levantar fundos para a construção desta Maravilha do Mundo Antigo e fazer um novo Colosso de Rodes!
Com organização e honestidade (essas duas coisas a cidade de Rodes tem) é possível lançar uma campanha de doações voluntárias mundial. Nos mesmos moldes da construção do nosso Monumento ao Payador.
Rapidamente conseguiriam verbas e materiais!
Quem não gostaria de ter seu nome fixado como colaborador no ressurgimento da 7ª Maravilha do Mundo Antigo??

Veja aqui o excelento documentário da Discovery Channel chamado: "As Sete Maravilhas do Mundo Antigo" http://www.youtube.com/watch?v=2DIxbJPVLrs


Veja abaixo a obra de Vangelis(um dos apoiadores da construção do novo Colosso de Rodes): "Carruagens de Fogo"





quinta-feira, 8 de março de 2012

O Pôr de Sol na Praça



Ontem fui ver de perto o andamento da construção da praça ao redor do Monumento ao Pajador Jayme Caetano Braun.
Esperava ver mais adiantada a obra, mas ao menos está sendo construida...
O pôr de sol naquele local é fantástico. 
Veja fotos!
Não vejo a hora, assim como muitos, de matear junto a praça concluida.
Muitos dos caminhantes e esportistas farão dela local de parada.




segunda-feira, 5 de março de 2012

Defensores de Sepé

 
Dado início na campanha "Defensores de Sepé Tiaraju-São-luizense e Missioneiro" idealizada por: Newton Alvim(redator, escritor e escultor), Sávio Moura(desenhista, cartunista, chargista), Arno Schleder(prof. desenho e pintura) e Vinícius Ribeiro.
Posto também, a foto do Galo Missioneiro sr. Olívio Dutra, apoiando nossa campanha. 
Ele e todos nossos políticos, sabem de cor e salteado de que Sepé Tiaraju nasceu, cresceu e viveu aqui em São Luiz Gonzaga até seus dez anos de idade.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sepezinho o Pequeno Guerreiro



Em 07 de fevereiro de 1756, mais precisamente 256 anos atrás, sucumbia às margens da sanga da Bica, afluente do rio Vacacaí, o grande guerreiro guarany Sepé Tiaraju. 
Naqueles campos da antiga localidade chamada Batovi (hoje município de São Gabriel, RS) ficou enterrada muito da nossa história Missioneira...
Nesta data especial, faço o lançamento do "SEPEZINHO o Pequeno Guerreiro".
Uma pequena homenagem nossa, seus irmãos são-luizenses, exaltando aqueles dias da sua infância por estes campos verdejantes. 
Sepé permaneceu conosco até os dez ou onze anos de idade, até falecimento de seus pais por escarlatina, após isso foi levado pelo padre jesuita Miguel Soto até a redução de São Miguel. 
Lá ele foi especialmente educado (de acordo com promessa do padre Miguel aos seus pais no leito de morte).
Sepé fez-se guerreiro em defesa de seu lar, foi uma barreira viva diante aos invasores e é por isso que todos nós o admiramos.
O objetivo da criação desta pequena estatueta denominada de "SEPEZINHO o Pequeno Guerreiro" é demonstrar, principalmente às crianças, que também temos nossos heróis, não usam capa nem voam, mas  tem a lança e a boleadeira e são luzeiros, orientadores para o caminho das virtudes.
SEPEZINHO foi baseado na minha outra criação "SEPÉ TIARAJU São-luizense e Missioneiro" e está de acordo com a LEI FEDERAL dos Direitos Autorais 9610/98.
Solicito aquele que queira utilizar estas imagens, favor de não se esquecer de colocar os créditos: "Criação: Vinícius Ribeiro escultor"

Logo teremos excelentes novidades sobre Sepezinho.










sábado, 4 de fevereiro de 2012

Aterro


Estivemos, hoje 04 de fevereiro 2012, acompanhando os novos passos para construção da praça Jayme Caetano Braun. 
A parte do aterramento ficou concluida, agora cabe a competente empresa ganhadora da licitação caprichar no seu trabalho e transformar aquele local esquecido em um verdadeiro cartão de visitas para nossa cidade.








Ao lado, estou acompanhado do amigo e desenhista Sávio Moura(leia suas histórias "É dura a vida do campo"http://www.saviomoura.com.br/),  e do sr. Nelson Moraes, responsável pelas cavalgadas do CTG Galpão de Estância.


Aos poucos irei postando fotos das etapas da construção da praça.





segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Pajador e violeiro




Nesta data, 30 de Janeiro de 2012, dia do Pajador, coloquei uma foto rara: Jayme Caetano Braun com violão nas mãos.
Estamos contando os dias para inaugurarmos a praça em sua homenagem, ao redor do munumento.
No próximo dia do Payador, pretendemos realizá-lo na futura praça!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Notícias Niveladas



Na edição de ontem do jornal A Notícia, saiu à publicação do término da terraplanagem na futura (agora mais próxima) Praça Jayme Caetano Braun.
Cabe agora a empresa que ganhou a licitação: Pedra Verde, iniciar os trabalhos.
Acredito que pela qualidade da empresa, terminarão a obra bem antes do prazo estipulado de quatro meses.
Na medida da nossa prudência estamos felizes, eu e tantos admiradores do grande tronco Missioneiro Jayme. Permaneço com os velhos rojões guardados, que não me falhem no dia da inauguração...
De minha parte agradeço ao prefeito Vicente Diel, vice Mario Meira e demais secretários que realizaram esse importante trabalho de terraplanagem.
Sempre disse e continuarei afirmando de que com a construção da praça e  melhorias no entorno do monumento transformará aquele local em um cartão de visita. Principalmente para aquele setor da cidade que precisa ser exaltado.
Minha maior alegria é saber que os custos finais para os cofres públicos foram os mínimos possíveis:
1º) O Monumento foi CUSTO ZERO, foi pago por doações voluntárias dos inúmeros admiradores do poeta. Numa demonstração de que a "Arte pode unir as pessoas!"
2º) O translado da escultura até o local foi CUSTO ZERO, feito graças a um pedido da Dona Rose Ortaça ao senhor Sefferson Steindorff, proprietário do grupo SS Guindastes de Panambi, que fez o translado gratuitamente devido a sua admiração tanto para Jayme Caetano Braun como para Pedro Ortaça.
3º) O terreno foi CUSTO ZERO, pois foi uma importante doação da família Vieira Marques.
4º) O pedestal teve CUSTO MÍNIMO para os cofres públicos pois contou com a perfuração das micro estacas feitas pela empresa Portland.
5º)A verba para a realização da praça foi emenda parlamentar da deputada Emília Fernandez, através do seu assessor Jarcedi Terra de R$103.049,96. Com contrapartida CUSTO MÍNIMO para prefeitura. Esclareço que essa verba era especifica para cultura, caso perdêssemos, ela provavelmente seria destinada a outro município.








Estaremos acompanhando as etapas da Praça. Postaremos as fotos do andamento. Logo saberemos data da inauguração dela.





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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Retrospectiva Jornal do Almoço-RBS TV 2011



Reportagem publicada hoje, 28 de Dezembro de 2011, na RBS TV Missões, sobre as matérias de destaque regional.
Passam os dias e o monumento ao Mestre da Pajada continua iluminado, porém no escuro...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

India Missioneira na forma de Justiça




Justiça Missioneira-Vinícius Ribeiro escultor.
Matéria publicada hoje na RBS TV, Jornal do Almoço Região Noroeste-Santa Rosa.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Turnê pela Timbaúva

 Fomos, semana passada, na velha Timbaúva, mais precisamente no 2º lar do mestre da Pajada Jayme Caetano Braun, na fazenda da família Ramos.
Antiga propriedade do sr. Danton Ramos hoje conduzida pelo sr. Juca Ramos(filho do sr. Danton e primo-irmão do Jayme). 




Naqueles corredores com quase um século de existencia passamos em silêncio quase místico...

Que lugar encantador...
É como entrar numa dobra do tempo e voltar ao antigo Rio Grande.
Devido ao solo ser de pura pedra, com os campos chamados "Finos"a vegetação continua intacta, como a milênios, pois o progresso na forma de trator e colheitadeiras não chegou e nem chegará.

Lá Jayme conviveu por muitos anos, perto dali ele nasceu, na fazenda do seu avô materno Aníbal Caetano( clique aqui e veja mais sobre a genealogia dele:http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com/2008/05/breve-histrico-de-jayme-caetano-braun.html   e aqui  http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com/2009/09/reverenciando-os-velhos-troncos.html ). 
Dá para compreender a força e beleza de seus versos, pois o local inspira para isso.
Fomos recepcionados pelo seu Juca e Dona Cláudia, tratados como lordes, nem preciso dizer o quão magnífico estava o almoço e as guloseimas.
Uma ovelha da Timbaúva tem o seu valor...