Quando Deus disse ao caudilho Moisés:
"Não adorarás os seus deuses, não lhes prestarás culto, imitando as práticas (desses povos), mas derrubarás os seus deuses e farás em pedaços as suas estelas."; muitos colegas meus, escultores daquela época, cabisbaixos estavam guardando suas ferramentas pensando em nova profissão...
Confusos, pois ouvir logo D'Ele que fora o primeiro escultor de todos; aquele que modelou Adão em barro.
Mas eis que Ele fala novamente para Moisés:

Foi Ele que inspirou Bezalel e Ooliabe, transformando-os em grandes escultores.
Mais adiante Ele pede a Moisés para que faça a escultura de uma serpente de bronze (Nm 21: 8-9).
Isso deu uma garantia de que Deus proibia era a adoração a ídolos, mas não a maravilhosa arte da Escultura.
Jacob(a quem Deus chamou de Israel), irmão de Esaú, construiu vários monumentos no decorrer de sua vida; ainda existe nos dias atuais o que ele fez quando morreu Raquel, sua amada.
Ele realizava esses monumentos para sinalizar, homenagear algo e não adorar.
Já vi muitas formas de idolatrias e fanatismos: por amuletos; time de futebol; partido político; foto de líder religioso na carteira; por cantores (inclusive gospel)...
Mas é o cifrão que continua arrebatando seguidores. Joelhinho dobrado, pupila vidrada...
O Bezerro de Ouro é o cifrão!
E a cada novo dia multiplicam-se seus adoradores, religiosos ou não.
Antes do bezerro, o metal amarelo cumpria seus nobres propósitos: eram brincos, utensílios e adornos sabiamente utilizados.
Após serem fundidos, passou a ser símbolo de algo exagerado.
O prosperar é um direito do ser humano e ele advém da sábia utilização das coisas, o dinheiro é uma delas.
Seja senhor e não escravo!
Busque o controle e dê o valor merecido que as coisas realmente têm.
Digo isso, pois saio em defesa da fantástica Arte da escultura!
Nunca fui a favor de qualquer tipo de idolatria.
As esculturas e monumentos servem para sinalizar caminhos, prestar homenagens aos luzeiros.

Os monumentos e símbolos religiosos merecem respeito, pois são ícones que remetem ao sagrado, são representações visuais utilizadas a milhares de anos.

Eles podem ser esculturas, prédios, livros e locais sagrados.
É o respeito entre as congregações religiosas que nos diferenciam dos extremistas.
Não lance flechas Aquiles, pois teu calcanhar está descoberto!
Dizer que uma escultura é uma forma de idolatria é o mesmo absurdo de proibir um fotógrafo de tirar foto sua...
Já ouvi extremistas condenarem veementemente bustos e estátuas, mas no entanto possuem na sala de suas casas fotos de seus lideres religiosos.
Uma escultura é o ápice, o ponto elevado; e toda e qualquer homenagem será incompleta sem ela.
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