Auto-Biografia Não autorizada e em
constante construção...
Todo ser humano tem sua história...
Resolvi publicar a minha; principalmente no que se refere a escultura e seu
efeito em minha vida.
São fragmentos de algumas entrevistas, dadas para jornais, revistas e
sites que não tinham mais nada interessantes para publicar.
O meu interesse pela escultura vem da antiga enciclopédia Coleção Tropico Enciclopédia Ilustrada Em Cores da antiga
editora Martins, que meu pai comprou na minha infância (anos 70), nelas tive meu
primeiro contato com a vida e obra dos grandes mestres da escultura e
pintura; gosto de citar isso para exaltar a importância dos bons exemplos
dos pais e adultos para as crianças.
Lembro principalmente do capítulo sobre
a vida de Antônio de Cânova, escultor neoclássico, que fazia suas esculturas
desde pequeno. Esse foi o meu despertar para o mundo da escultura.
Sempre
chamaram minha atenção as proporções alongadas da escultura ali desenhada.
Não era o desenho em si (que por sinal é lindo), mas era a
representação da escultura o que realmente me encantava. Era mágico o
efeito daquelas páginas em minha mente.
Depois surgiram na minha vida as
histórias em quadrinhos, os gibis de heróis, sou da época dos super-heróis,
gostava de desenhá-los e isso me deu uma base forte para mais tarde começar a
fazer esculturas.
Escultor é todo aquele que faz
esculturas.
Esculturas podem ser feitas extraindo
(esculpindo), acrescentando (modelando) ou fundindo.
Comecei minha profissão de escultor em 1992 confeccionando pequenas miniaturas
gauchescas em resina (quando comecei a sobreviver da Arte!).
Depois as peças foram ficando maiores e
os materiais como a resina, substituídos pelo concreto armado.
Trabalho atualmente com estátuas,
bustos e monumentos em concreto, pedra e bronze.
Uso as resinas, para confecções de
troféus e maquetes.
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Abaixo entrevista que dei para Jornal Panorama da cidade de Ijui:
Você é defensor da ideia de que arte é uma profissão viável. Comente
sobre isso?
A Arte é uma profissão antiga, desde a época de
ornamentação de utensílios até a contemplação daquilo que é agradável apenas pelo prazer da contemplação. Já faz algum tempo que a arte é um
dos maiores investimentos do mundo moderno.
Qualquer um sabe das fortunas que circulam nos grandes leilões de arte. Mas excluindo as obras dos grandes mestres, toda e qualquer escultura
ou tela, bem elaborada, mais cedo ou mais tarde estará ornamentando um lar ou local de bom gosto.
As pessoas buscam originalidade e não há presente melhor do que uma obra de arte feita exclusivamente.
A arte parece ser supérflua, mas é imprescindível, sem ela enlouquecemos lentamente, ela é
necessária para nos fazer refletir, emocionar, embelezar nossos dias.
Nada melhor do que no final de um dia de
trabalho, escutar uma bela música, apreciar um belo quadro ou caminhar pelas praças e
parques por entre os seus monumentos...
Por isso sou defensor de que "A Arte é profissão viável sim!"
Ela tem que ser encarada como profissão e não apenas como hobby ou complemento de renda.
A arte é profissão quando agimos profissionalmente.
Isso inclui aperfeiçoamento voluntário (pois o "chefe" do artista é ele mesmo) e aplicação da velha e boa técnica de
divulgação.
Uma criação deve ser adquirida pela qualidade
emotiva que ela provoca e nunca por pena ou assistencialismo de governos.
Aos governos cabe, sim, é a fomentação e
manutenção das oficinas de artes e seus oficineiros.
Devem investir hoje nas oficinas de artes e esportes, para amanhã não estarmos atulhando tribunais e
penitenciárias com jovens desequilibrados.
Desde sempre a educação artística foi matéria levado a
sério nas escolas, lembro bem disso (era uma das poucas matérias que tinha um bom
desempenho).
Ultimamente, são poucos os professores que realmente têm vocação. Geralmente são professores
dispostos, mas que estão em desvio de função, "quebrando um galho", como se diz popularmente. E precisamente aí, começam as falhas que repercutirão depois...
Por isso, a importância e urgência das oficinas, pois elas preencherão essa lacuna existente
nessas últimas gerações...
Não tenho dúvidas de que, quando uma criança descobre o Mundo Fantástico das Artes,
ela terá maior maturidade emotiva para fazer suas escolhas.
E é isso que todo pai quer!
Eis a importância da Arte como profissão, ela é um dos pilares da existência humana, ela nos faz
dominar e expressar as nossas emoções e
isso nos faz diferentes dos irracionais.
Tem algum trabalho que você considera o
seu preferido?
Sim!
Aprendi que o preferido é o que estou fazendo no momento.
Quando e, principalmente, como, acontece a
sua inspiração?
Em muitas vezes! E todas impulsionadas por alguma emoção, desde uma alegria até um protesto.
A arte é pura emoção, existem várias formas de demonstrá-la,
e todos podem aprender isso, às vezes a melhor forma são as esculturas, noutras as pinturas, os
poemas...
Quais artistas você admira? Algum deles teve
influência na sua obra?
Os grandes mestres gregos: Lisipo, Polícleto; os
mais“recentes”:Michellangelo, Leonardo Da Vinci, Antônio
Cânova.E o monumental russo Yevgeny Vuchetich. E mais uma infinidade de escultures contemporâneos que admiro.
Espelho-me neles sem copiá-los, pois nem tem como e sei bem onde estou nessa escada.
No mundo das artes, a criatividade sempre será superior à competição.
Que tipo de encomendas você costuma
receber?
Desde bustos, estátuas e monumentos.
Sou defensor do turismo dos Monumentos; é um turismo crescente e permanente de fácil comprovação.
Parte das suas esculturas são baseadas na
cultura missioneira. Isso também faz parte das suas preferências?
As Missões são riquíssimas em muitas coisas,
principalmente em história e cultura.
Acredito que, com minha arte, posso ser mais um em divulgar o que fomos e o que somos.
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Abaixo, entrevista que fiz para site
Whohub:
http://www.whohub.com/viccoribeiro
ARTE
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O que
você faz? Como você se define?
Faço
esculturas. Sou autodidata por necessidade e não por escolha.
Me inspiro nos grandes mestres e admiro muitos outros escultores, mas meu
padrão de comparação sou eu mesmo: procuro ser melhor hoje do que fui ontem.
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Qual é
sua mensagem?
A Arte
é profissão viável!
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Sua
biografia em quatro linhas
Continuo
sendo um eterno desconhecido em busca do SER... Nascido em São Luiz Gonzaga,
região das Missões, noroeste do Rio Grande do Sul (onde a experiência
jesuítico-guarany da terra sem males, por ter dado certo, foi devastada em
1756). Fui introduzido ao mundo das Artes na infância, quando tive contato
com histórias em quadrinhos e enciclopédias ilustradas (vindo a conhecer a
vida e as obras dos grandes mestres da escultura).Procurei reproduzir, em
desenhos, meus personagens favoritos.Péssimo aluno em biologia, somente tive
destaque na matéria relativa a anatomia dos músculos e ossos. Mais tarde
comecei a confeccionar pequenas peças de artesanato em resina. Autodidata por
necessidade; trabalho a mais de quinze anos exclusivamente com esculturas.
Atualmente produzo peças de diversos materiais e tamanhos, dentre os quais:
concreto armado (monumentos, estátuas e bustos), pedra e resina. Sou defensor
da idéia de que: "Arte é profissão viável!"
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Você
publica seu trabalho na rede? Onde podemos vê-lo?
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Como
nasce uma idéia? O que é para você a inspiração?
Nasce
da emoção, do sentimento... E imediatamente, ela apresenta-se como pensamento
e começa a ganhar corpo. A etapa final é a materialização dela em forma de
esboço, de desenho. A inspiração, para mim, é emotiva.
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Que
papel tem a tecnologia em seu processo criativo?
A
tecnologia tem auxiliado, e muito, na parte de divulgação do meu trabalho e
não na parte criativa.
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O que é
arte?
É o que
de mais nobre o ser humano pode produzir. Aquilo que aparentemente parece ser
supérfluo, mas que sem ela enlouqueceríamos rapidamente. Imagine um dia de sua
vida sem ter contato com a Arte? Passar um dia inteiro trabalhando e chegar
em casa sem poder ouvir uma boa música? Ou assistir a um bom filme? Ou ler um
bom livro? Ou sem poder caminhar lentamente pelos parques admirando seus
monumentos?...
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Em que
circunstancias você tem as melhores idéias?
Quando
penso menos e sinto mais.
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Como
você corrobora se uma idéia é boa?
Quando
depois de plasmada no esboço ela continua me entusiasmando.
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Três
idéias criativas que você gostaria que tivessem sido suas.
A bola,
o guarda-chuva e a garrafa térmica.
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Quando
e como você começou a ver você mesmo como artista?
Na
verdade não me considero um artista e sim alguém que trabalha com arte.
Artista, no meu ver, é algo glamoroso. E me falta, ainda, este tal de
glamour...
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Por que
tantos artistas e criadores têm personalidades voláteis?
Alguns
são geniais, mas a maioria é genioso mesmo.
Será que é excesso de glamour???
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Você se
considera pós moderno?
Para os
antigos, talvez sim, mas para a futura geração serei eu o antigo deles.
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Como
uma obra artística deve ser avaliada?
Pela
quantidade de sentimentos que ela pode te produzir ou pela sua importância
histórica, turística e cultural.
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O
artista deve se reinventar a cada dia?
Reinventar
não seria o termo, mas sim melhorar a cada dia; ser melhor hoje do que foi
ontem.
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Que
artistas você admira e de que maneira têm influência em sua obra?
Lisipo,
Michelângelo, Bernini, Cânova, Brecheret, Yevgeny Vuchetich, Caringi e também
sou admirador do contemporâneo Cìcero Dávila.
Não que eu copie algo destes grandes, pois nem tem como, mas sempre os tenho
em mente para ver bem em que degrau da escada estou assim controlo a soberba.
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Qual é
sua opinião sobre os subsídios públicos para a arte?
Se a
arte em questão for útil para a comunidade, como por exemplo, ateliês
patrocinados pelo poder público para ser ministradas aulas às crianças, ou
algo que fomente o turismo, beneficiando a localidade, acho importantes.
Claro que para isso ser possível é necessário o município ter seu conselho de cultura atuante e saber como destinar as verbas designadas, lógico que a cidade que não tem conselho de cultura nem
sabe da existência dessas verbas.
Mas com relação aquilo de que governo tem que ajudar artista e blá,blá,blá,
só por que ele se considera um "artista" e nada produz de prático
para sua comunidade, sou contra, pois Arte tem que ser encarada como
profissão e não como assistencialismo.
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A arte
autêntica é a arte necessária?
Toda
Arte é necessária, até aquilo que é de mau gosto, pois no mundo tem que ter
de tudo. Conhecendo o ruim a gente valoriza o que é bom.
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Você
sofre ao se desprender de uma peça que tenha vendido?
Não que
eu tenha sofrido, mas já aconteceu de eu pensar em não vender a peça.
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Ao
comprar a obra, estamos mais que nada comprando o artista?
Quando
alguém consegue reconhecer o artista ao ver sua obra, daí acredito que ela
leva um pouco do artista consigo.
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Para a
arte não há guia. Como você sabe qual é a próxima coisa a fazer?
Pode
ser que não sejamos marionetes de ninguém, mas qualquer caminho que seguirmos
na Arte, já foi trilhado por alguém.
Com relação a qual a próxima coisa a fazer: Muitas vezes nem se imagina como,
mas mesmo sem saber nadar, temos que atravessar o rio...
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O que
você acha de que grande parte das obras de arte contemporânea que os museus
exibem seja de artistas que já faleceram?
É que
para alguns: Artista, político e bandido só são bons "depois de morto"...
Sobre arte moderna... Quem dominou o clássico tem o direito de inventar o que
der na telha. Antes disso, pra mim é perda de tempo.
E não é difícil de ver quem entende do riscado e quem é puro blefe. Há casos
de blefes em muitos museus e exposições contemporâneas...
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Que
papeis jogam em sua trajetória as figuras de marchante, representante,
galerista, e intermediários em geral?
Por
enquanto estou "meio por conta". Tipo o Lobão vendendo seus discos
de banca em banca...
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Que
tipo de encomendas você costuma receber?
Estatuetas,
bustos, estátuas e monumentos.
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Qual de
seus trabalhos é o que você mais gosta?
É todo
aquele no qual estou fazendo no momento.
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Você
coleciona algum objeto?
Pacotes
de erva-mate. E arquivos de música.
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Que
portais online de arte você freqüenta?
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O que
você aconselharia aos iniciantes?
Que iniciem logo, não percam tempo...
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Abaixo
reproduzo aos interessados, o capítulo da velha Coleção Tropico Enciclopedia Ilustrada Em Cores,
sobre a vida do escultor Antônio Cânova, citado acima:
  
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Alterações:
Em 09 Julho 2020:
1º)Havia confundido o nome da Coleção Trópico Enciclopédia Ilustrada Em Cores da antiga editora Martins com as enciclopédias da editora Melhoramentos.
2º)O site Whohub de entrevistas com artistas não existe mais... Mas preservarei aqui a entrevista!