Translate

quarta-feira, 8 de julho de 2009

10 Anos de Distância
















 


Na data dos 10 anos da morte do poeta maior do tradicionalismo gaúcho Jayme Caetano Braun, posto essa raridade:O poema "O Mouro do Alegrete" que ilustrava o folder original da campanha política de 1958 do tio do Jayme, sr. Rui Ramos. 
Esse é um dos dois primeiros poemas de Jayme Caetano Braun a ganhar  divulgação estadual, o outro foi "O Petiço de São Borja" que ele fez para a campanha de Getulio Vargas(postarei depois).
Ganhei essa relíquia do sr. José Morais, amigo e compadre do poeta. 

Na foto, o menino era o irmão caçula do Jayme: Pedro Canísio Caetano Braun(também poeta, tenho o livro dele,muito bom por sinal, com estilo próprio).


Abaixo um texto que fiz em homenagem a essa data:

As raízes poéticas do poeta

Os bons exemplos familiares continuam moldando a formação do ser humano.
Jayme Caetano Braun é a prova de que a força de um bom exemplo pode criar bons hábitos...
Qualquer um que queira compreender a raiz de Jayme Caetano Braun terá que refletir sobre sua família. Foi ali que nasceu o seu gostar pelos versos...
O mestre da payada teve sua escola no ambiente familiar, mais precisamente no tronco da família Ramos.
Nas reuniões que ocorriam na fazenda de seus avós maternos, homens, mulheres e crianças, recitavam versos
como forma de entretenimento.
Nesse jogo educativo, aonde as palavras formavam quadros mentais, cresciam as crianças...
Desenvolviam uma forma nova de pensar, pensavam em forma de versos; as rimas iam se agrupando e ficavam armazenadas nas gavetas da memória, na espera de ganharem vida.











É grande a lista de seus parentes que dominavam a arte de declamar, desde o seu tio-avô Laurindo Ramos, poeta e coronel revolucionário (que também trazia essa arte de berço) até os seus tios, tias, primos e primas; dentre os quais destaco as irmãs poetisas Gelsa Ramos de Morais e Danci Ramos. 
Essa corrente poética continua se expandindo até hoje.
 

Há inúmeras formas de entretenimento no mundo, mas fica esse belo exemplo para ser seguido.
Dizem que nas artes não se pode ensinar a criatividade, pois é algo íntimo do ser humano, mas pode-se ensinar o método; há casos em que o método desperta o “gostar”, nestes casos a criatividade ganha campo... Foi o que aconteceu com o poeta.
O diferencial do grande Jayme, em relação aos demais, consistia na sua excelência emotiva, que sempre serviu de guia; some aqui suas experiências campeiras juntamente com a busca constante por informações(não somente das coisas que aconteciam ao seu redor, mas também do que acontecia no mundo).
A inspiração saía abrindo caminhos, na frente da informação e da rima.
Esse era o seu grande diferencial: “O POETA ERA TODO INSPIRAÇÃO!”



Obs: Na foto da Família Ramos-Caetano, na fila de trás, o 7º da esquerda para a direita, era meu avô: Anajande Ramos Ribeiro(que também fazia seus versos...).

Nenhum comentário: