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sábado, 22 de agosto de 2009

REALISMO MISSIONEIRO



EXALTAR E REIVINDICAR O ESPLENDOR DAS MISSÕES








Há algo místico encravado no solo desta terra, difícil de explicar; e talvez para quem nunca sentiu mais difícil ainda entender.
Poucos quase sempre sentem;

Alguns poucas vezes sentiram;
Outros querem muito mas lamentavelmente não sentem...
Falo dessa ânsia de ganhar o ar, de subir à superfície; de ser ouvido, de poder falar.

Não falar por falar, mas por saber que é urgente falar...
De rasgar o véu de sonolência que nos cobre a centenas de anos!

O esplendor das Missões foi soterrado por medo, ciúmes e ganância.Há muito vimos pisando e compactando nossa história.
Cabe a nós despertar: Alçar vôo e abrir a voz!
A voz do excluído, a voz do sem voz, está representada na Arte produzida hoje nas Missões; a qual audaciosamente denomino: REALISMO MISSIONEIRO.
Todo artista é livre na sua manifestação artística, pode ir por ali, aqui e acolá; não deve ser escravo de nenhum estilo, pois cada estilo é veículo para expressar diferentes sentimentos.
Mas quando sua obra, carregada de ânsias, traduz e reivindica o esplendor que foram as Missões, a isso nós chamamos, na música, de Estilo Missioneiro e nas artes plásticas de Realismo Missioneiro.

Há que se tomar muito cuidado com as fantásticas vibrações encontradas aqui nas Missões, elas podem facilmente transformar um "gênio" em genioso... 
Para nossa sorte, há um antídoto para isso: 
Nunca comparar-se com os outros, ser o seu próprio padrão de medidas, ser melhor hoje do que ontem. 
É infalível, pois nos mostra onde estamos de onde viemos e onde podemos chegar; sem soberbas, sem rancores, nem peitaços de arrogância.
 

Quer experimentar??
Então: Visite São Luiz Gonzaga!Conheça as Missões!





Abaixo alguns modelos de esculturas que simbolizam esse estilo:

 Para visualizar as fotos com maior nitidez, favor clicar com botão direito do mouse e abrir em nova aba!












 






 
 


                                                                                                                                                                        











7 comentários:

Tiarajú disse...

Muito massa, Vico!
Vai sair uma de seis metros?
hehehehehe

Estilão bueno, esse, e bem denominado...

CASA DO POETA/SLG disse...

É isso aí companheiro.
Concordo plenamente com tuas palavras e com a imagem.
A arte deve ser a expressão do sentimento e da criatividade do artista.
Um grande abraço issioneiro!

Anônimo disse...

Olha...
Como conversamos ontem, alguém tem que fazer algo, a atitude é louvável, mas me paraece (ainda) um pouco "abstrata", se é que compreende meu cienticifismo. Gostaria de ser convencido, de ter respondidas algumas "questões de ordem". Abraço aos amigos do blog, parabéns pelo trabalho e desculpe o ranço, já famoso! Anderson Schmitz.

José Renato Moura disse...

Vinícius, porque teus Sepés seguram uma cruz de apenas um braço, e não a cruz "missioneira" (dois braços pelo esquerdo, dois braços pelo direito ...).?
Falando em braços, deixo abraços!

Iria Maria disse...

Realismo? Algo real, o que não é fictício. E, o que é mais real do que a história desta terra?!
É o que acompanha esta realidade. Realismo Missioneiro!
Penso que tudo o que for expresso através das artes, seja qual for a modalidade ou estilo, e estiver representando símbolos, imagens, ou pedaços da história, poderá enquadrar-se no chamado “Realismo Missioneiro”.
São as vozes de quem não pôde gritar, defender-se, contar a versão real dos fatos, publicar o que efetivamente aconteceu... Vozes que não falavam muito, mas expressavam seu saber através das artes... Vozes que foram caladas... mas que, na inegável realidade histórica, continuam a gritar...

Arno Schleder disse...

Na terra que foi berço de fatos históricos incontestáveis e depois do sono de 200 anos, o mais real é que somos os protagonistas do momento.
E com certeza, amigo Vico, temos que nos aprofundar o máximo possível no conhecimento da história já acontecida aqui e nela alicerçarmos a nova história da arte, da qual com certeza seremos os autores.

odari disse...

Vínicius
Estive em São Luiz e senti tudo que tu disse, hoje moro em São José dos Campos e estou prestes a ser eleito Patrão do CTG "Saudades da Querência" e um dos meus objetivos será construir uma cruz missioneira das dimensões que existe nas ruinas. E vou concretizar um este sonho e representar este local mistico e inesquecível que são as missões. Odarialbuquerque@hotmail.com
me responda e faremos uma parceria em prol do nosso chão.

Desde já agradeço

Odari de Albuquerque Obermeier